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SÃO PAULO – A maior parcela dos paulistanos acreditam que a crise financeira irá atingir o País, principalmente gerando inflação e diminuindo o poder de compra da população.
De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (28) pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), 81% dos entrevistados acreditam que a crise financeira mundial vai afetar o Brasil, sendo que 36% apontaram ser por meio da inflação e outros 10%, por meio da perda do poder de compra.
Outros medos apontados pelos entrevistados foram a falta de crédito (5%) e o endividamento (8%). Os dados fazem parte de levantamento realizado no dia 14 de outubro com 1.116 paulistanos, que teve como objetivo detectar a percepção da população a respeito da crise financeira internacional.
Faixa de renda
O temor da inflação é maior para pessoas com melhores condições: 35% daquelas que têm renda familiar até três salários mínimos acreditam que a crise causa aumento generalizado de preços. Dentre os que ganham entre três e dez salários mínimos, a proporção sobe para 36% e, quando analisadas as pessoas com renda familiar acima de dez mínimos, são 44%.
Quanto ao poder de compra, a classe média é que mais teme perdê-lo com a crise. Dentre as pessoas até três salários mínimos de renda familiar, 4% responderam ter este medo, ante 13% daquelas com renda entre três e dez mínimos e 12% para aquelas com renda familiar acima de dez salários mínimos.
A Fecomercio explicou que o consumidor teme que a crise atinja o seu bolso, principalmente por meio do desemprego – 38% acreditam que a crise afete o emprego – e dos preços, mesmo sem entender ainda como isso pode acontecer.
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Economia brasileira ou familiar
Quando questionados onde os reflexos serão mais intensos, 67% dos entrevistados responderam ser na economia brasileira, ante 15% que disseram ser nas condições financeiras da própria família, sendo esta última preocupação maior entre as famílias com até três salários mínimos (18%) e menor entre a classe média (11%).
Outros 14% dos entrevistados disseram que a crise não afetará nem a economia brasileira nem a situação financeira de sua família. Outros 4% não sabem ou não responderam.
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