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SÃO PAULO – Paga-se muito para pouco conforto. Esta reclamação foi feita com frequência pelos passageiros das companhias aéreas brasileiras à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Elas fizeram com que a Agência desse início ao Projeto Conhecer, que pesquisou como anda o conforto da frota aérea por aqui. A constatação foi a de que as companhias ainda precisam melhorar.
De acordo com a Anac, o conforto está relacionado diretamente ao assento da aeronave e as reclamações dos passageiros iam justamente nesse sentido. Eles reclamavam que os espaços entre os assentos “não eram compatíveis com os tamanhos de seus segmentos”, o que torna a viagem incômoda.
Bons assentos, encostos nem tanto
Nas duas maiores empresas do País, a Agência constatou que 17 dos 22 modelos de assentos avaliados atendem a 95% dos passageiros. Ainda de acordo com o levantamento, a menor distância entre as poltronas encontrada pela Agência é de 73,6 centímetros, mas o ideal é que o espaço seja de 76,2 cm.
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Apenas 5 modelos não conseguiram atender a 95% dos passageiros pesquisados. Apesar dos bons números, a Anac ressalta que, em alguns casos, a angulação utilizada e possíveis deformações, tanto no encosto como na almofada, podem diferenciar os resultados.
Se dependesse do encosto dos assentos, a situação ficaria ainda mais desconfortável. Isso porque os assentos possuem, em média, 45 cm de largura, enquanto que a maior parte dos passageiros pesquisados (56,12%) possuem largura de ombros entre 45 a 50 cm. Outros 12,97% dos passageiros ouvidos pela Anac têm largura de ombros acima dos 50 cm.
Posição incômoda
A pesquisa da Agência também constatou que o principal motivo do desconforto dos passageiros no ar está associado ao tempo de permanência na posição, às características do passageiro, como peso, altura, estatura, e também ao modelo do assento e ao espaço útil entre eles.
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Permanecer na mesma posição após 30 minutos começa a tornar-se incômodo e o corpo pede mudanças, o que, de acordo com a Anac, não é possível fazer muitas vezes em uma viagem de avião.
Para regulamentar o conforto aéreo, o Brasil segue as normas norteamericanas, que estabelecem padrões mínimos de segurança quanto a aspectos de proteção e espaçamento, além de outras normas que dizem respeito à segurança e conforto.
Sobre o levantamento
Para medir o conforto aéreo, a Anac coletou dados de 5.305 homens, com idade entre 15 e 87 anos, nos 20 principais aeroportos do País. Eles representam 80% dos usuários de transporte aéreo, por isso as mulheres não foram avaliadas.
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Além disso, a Agência realizou medições nas duas maiores companhias do País, que respondem por mais de 87% do transporte aéreo nacional.