Publicidade
SÃO PAULO – Após operadoras de 13 aeroportos, a ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) também alertou passageiros que a paralisação de caminhoneiros, em seu quarto dia, trará “impactos para as operações aéreas nas próximas horas”.
Em comunicado, a entidade disse que ainda ão é possível contabilizar o número de voos ou rotas impactadas, mas sugeriu aos passageiros que “estejam cientes quanto a eventuais atrasos e cancelamentos. Para embarques a partir da noite dessa quarta-feira (23), recomendamos a consulta do status de voo junto às empresas (por meio de sites, SACs ou aplicativos) antes mesmo do deslocamento ao aeroporto”.
Em outro comunicado, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) recomendou aos passageiros com voos marcados para os próximos dias que “consultem as empresas aéreas antes de se deslocarem para os aeroportos até que a situação se normalize”. A agência “está acompanhando em tempo real o abastecimento dos aeroportos e os possíveis impactos às operações e informa, ainda, que as reservas de combustível dos aeroportos são gerenciadas por cada operador aeroportuário em conjunto com as equipes de operação das empresas aéreas”.
Planner InfoMoney
Mantenha suas finanças sob controle neste ano
A Latam já avisou que “avalia com atenção os possíveis impactos desta contingência nos aeroportos e em sua operação aérea”. Passageiros que optarem por remarcar voos terão isenção da cobrança de taxa de remarcação da passagem para nova data, sem multas “em voos domésticos com partidas, chegadas ou conexões programadas para os aeroportos de Aracaju, Brasília e Recife nos dias 23 e 24 de maio”.
“A LATAM lamenta os inconvenientes e desconforto que esta situação alheia à sua vontade pode causar aos clientes, e reforça que mantém seu compromisso com os mais altos padrões de segurança, garantindo a integridade de passageiros e de funcionários”, escreveu a empresa.
Já a GOL disse estar “aplicando medidas de contingência em toda operação, mantendo as ações necessárias para minimizar os impactos aos seus Clientes”, e afirmou que nenhum voo foi cancelado ou atrasado até agora em virtude do problema do combustível. “A GOL recomenda aos seus Clientes, com viagens previstas durante este período, a verificarem a situação de seus voos, antes de se deslocarem aos aeroportos, através dos canais de atendimento da companhia: site (www.voegol.com.br), aplicativo ou pelo telefone da Central de Atendimento 0300 115 2121 e 0800 704 0465″.
Continua depois da publicidade
O InfoMoney ainda tenta contato com as demais aéreas brasileiras.
Aeroportos de Congonhas, Recife, Palmas, Maceió, Santos Dumont (RJ) e Aracaju avisaram na noite de quarta-feira (23) que podem ficar sem combustível nesta quinta-feira (24), em razão dos protestos.
Os bloqueios realizados pelos manifestantes prejudicam o acesso a vias importantes para o abastecimento de todos estes terminais. As carretas destinadas ao abastecimento de aeroportos não estão conseguindo chegar a seus destinos, de acordo com a operadora.
Goiânia-GO, Teresina-PI, Campo Grande-MS, Ilhéus-BA, Foz do Iguaçu-PR e Londrina-PR também foram afetadas, segundo a Infraero. Estes aeroportos possuem combustível apenas até sexta-feira
Sem combustível, aeroportos não podem receber voos, já que é necessário reabastecer os aviões para que a tripulação retorne à sua cidade de origem.
A Inframerica, concessionária responsável pelo Aeroporto de Brasília, também anunciou que barraria o pouso de aeronaves que não tenham combustível suficiente para retornar aos seus locais de decolagem. Desde a terça-feira, 22, o estoque de combustível está contingenciado por causa das paralisações de caminhoneiros no Distrito Federal.
Continua depois da publicidade
Na manhã desta quinta, o Aeroporto de Brasília operou 65 pousos e decolagens; registrou 2 atrasos e 1 cancelamento. O site do Aeroporto de Congonhas também acusa um cancelamento pela manhã.
Confira nota da Infraero sobre a situação dos aeroportos que opera:
“A Infraero esclarece que seus aeroportos estão operando normalmente e que está monitorando o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores que atuam nos terminais, além de estar em contato com companhias aéreas e órgãos públicos relacionados ao setor aéreo para garantir o fornecimento de combustível de aviação.