Paraguai barra aumento de TEC e consumidor não é prejudicado

Segundo associação varejista, caso tarifa fosse para 35%, a classe média, que de fato compra no varejo, sofreria com repasse

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SÃO PAULO – A decisão do Paraguai de barrar o aumento da Tarifa Externa Comum (TEC) – taxa de importação de artigos de confecção -, dos atuais 20% para 35%, beneficia o consumidor e é sensata, de acordo com o presidente da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abeim), Sylvio Mandel.

Segundo o presidente, não é desta vez que o consumidor será penalizado, principalmente as classes média e média-baixa, “quem de fato compra no varejo e arcaria com o repasse do possível aumento”, afirmou.

A modificação já tinha sido aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) para então ser passada ao Conselho do Mercosul, quando o Paraguai se disse contrário à decisão.

Valor justo

De acordo com a Abeim, o patamar de 20% da tarifa é justo. A entidade disse que o volume de importações de confecções é muito pequeno (3,4%) em relação ao consumo nacional. “E essa parcela corresponde a produtos cuja demanda a indústria local não é capaz de suprir”, disse o presidente.

Entre eles estão jaquetas e roupas de tricô, que ficariam de 11% a 15% mais caros caso houvesse o aumento.