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SÃO PAULO – Para o presidente da Saesp (Sindicato dos Aeroviários do Estado de São Paulo), Reginaldo Alves de Souza, as medidas propostas para evitar crises nos aeroportos do Brasil, anunciadas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, na última terça-feira (4), são paliativas e não resolverão os problemas.
De acordo com a Agência Brasil, Souza acredita que o governo deveria ter uma proposta de modernidade para criar um clima favorável ao setor, além de discutir com todos que atuam na aviação as medidas necessárias para melhorar as condições atuais.
Solução seria redistribuição da malha aérea
“Não adianta aumentar tarifas. Claro que isso pressiona as empresas, mas é apenas um paliativo. Se não redistribuir a malha aérea, pode até melhorar um pouco, mas não vai resolver o problema. Hoje as companhias têm vôos para os mesmos lugares, marcados para os mesmos horários”, afirma o presidente.
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As ações sugeridas por Jobim incluem um sistema de ressarcimento aos passageiros pelas companhias aéreas em casos de atrasos de vôos, desde que não sejam causados por fatores externos como mau tempo, além da elevação das tarifas para que as aeronaves fiquem menos tempo estacionadas nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos.
Apesar das críticas iniciais, Souza também afirmou que o ressarcimento em caso de atraso superior a meia hora é uma medida efetiva e que obriga as companhias aéreas a respeitarem mais os passageiros.