Para ouvir rádio digital, brasileiro terá de desembolsar até R$ 70

Isso porque será preciso trocar os aparelhos usados atualmente por outros que transmitam sinais digitais

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SÃO PAULO – Para poder ouvir as rádios digitais, os brasileiros terão de trocar de aparelho. E de acordo com o Ministério das Comunicações, o equipamento mais barato deverá custar entre R$ 60 e R$ 70.

Conforme divulgou a Agência Brasil, o ministro Hélio Costa afirmou que as empresas Samsung e Sony informaram que fabricarão rádios em torno deste valor. “Em um ano, todo o sistema terá migrado para o digital”, prevê.

Conversor de R$ 10

Para baratear ainda mais o preço do novo rádio, o governo federal estuda a possibilidade de fazer um acordo com as indústrias. A idéia é fazer com que os empresários diminuam a margem de lucro e o governo diminua os impostos.

“Os empresários do setor me disseram que 40% é a margem de lucro do revendedor e 35% são impostos. Tem que haver uma discussão nesse sentido”, aponta Hélio Costa.

Outra opção para possibilitar que os brasileiros ouçam rádios digitais é a fabricação de conversores, já utilizados nos Estados Unidos e na Europa. Entretanto, o ministro tem dúvidas sobre sua utilização no País, “a menos que custassem no máximo R$ 10”.

Funcionamento

O novo rádio irá recepcionar as rádios AM e FM atuais, em sinal analógico, e as novas rádios que transmitirão em sinal digital.

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No entanto, os novos rádios não recepcionarão as rádios de ondas curtas. “O rádio de ondas curtas foi perdendo posição nos últimos anos. Não temos mais de 50 emissoras no Brasil”, justificou Costa.

Segundo ele, o Ministério ficou sem ter como medir o impacto que causaria acrescentar o dispositivo de ondas curtas em um rádio AM e FM digital. “Talvez possamos fazer um rádio exclusivamente de ondas curtas ou um receptor, é uma questão de conversar com a indústria”.

Sistema híbrido

A respeito do padrão adotado para o rádio digital no País, o ministro das Comunicações afirma que persiste a idéia da criação de um sistema híbrido, juntando o americano In Band on Chanel (Iboc), para as rádios AM e FM, e o europeu, Digital Radio Mondiale (DRM), para as rádios de ondas curtas (OC).

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Segundo Costa, é preciso AM, FM e OC, e nenhum dos sistemas tem os três elementos. “O mesmo ocorreu com a TV, já que o sistema europeu atende às TVs a cabo e o japonês, as abertas”, compara.

Após se reunir com o conselho consultivo, o ministro afirmou que a indicação dos sistemas que deverão ser adotados pelo Brasil será anunciado em 60 dias.