Para não perder clientes, bancos revisam custo do crédito em meio à crise

Banco do Brasil já anunciou queda nas taxas de juros; Bradesco e Real disseram que estudam tomar a medida

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SÃO PAULO – Com a crise financeira internacional, o crédito ficou mais escasso, e caro. Para se ter uma idéia, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta semana, a concessão diária de empréstimos para pessoa física recuou 7,7% em outubro, na comparação com setembro. Diante deste cenário, os bancos já estão revisando suas taxas de juros, para não perder clientes.

A partir desta quinta-feira (27), clientes pessoa física e jurídica do Banco do Brasil pagarão uma menor taxa de juros em diversas linhas de crédito. Com relação ao direcionado às empresas, destacam-se as quedas nas linhas de antecipação de recebíveis e capital de giro.

Para as pessoas físicas, os cartões Ourocard terão suas taxas no rotativo partindo de 3,79% ao mês, e não mais de 4,23% a.m, como era praticado. Nas compras parceladas, a taxa de juro mínima caiu de 4,99% a.m. para 2,92% a.m. Lembrando que estas taxas variam de acordo com o nível de relacionamento do cliente com o banco.

O Bradesco afirmou que também está estudando uma redução nas taxas de juros praticadas, mas que ainda não tem informações a respeito. O banco Real também disse que está estudando suas taxas de juros, para possível redução.

Aquisição de veículos

Antes de olhar para as linhas de crédito em geral, os bancos já haviam reduzido as taxas de juros para financiamento de automóveis. O preço médio para linhas de novos e seminovos, que chegaram a atingir 2,5% no auge da crise, agora estão em um nível pouco superior a 2% ao mês, o equivalente a 27% ao ano.

De acordo com relatório da corretora Link Investimentos, nos bancos de montadoras é possível encontrar taxas melhores até do que as de antes da crise para alguns modelos, entre 1,3% e 1,4% ao mês. A redução nas taxas de juros seria uma tentativa de atrair o consumidor e incentivar a venda de veículos.

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Apesar das taxas menores, os consumidores não devem se precipitar, pois, conforme alerta a corretora, os prazos caíram de 60 para 36 meses. Além disso, as entradas exigidas nos financiamentos estão maiores.