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SÃO PAULO – Quando ouvem falar em inteligência artificial, muitos imaginam robôs autônomos – e até perigosos -, em um futuro distante, em condições e ambientes semelhantes aos das grandes ficções científicas, como “Eu, Robô”, baseado no livro de Isaac Asimov, ou IA: Inteligência Artificial, de Steven Spielberg.
Na verdade, essa tecnologia já é uma realidade, mas não exatamente da forma como as mentes criativas esperavam.
Um de seus importantes momentos históricos foi quando um computador venceu uma partida de xadrez contra o campeão mundial humano da categoria, em 1997. Mas Segundo Nick Bostrom, diretor do Instituto de Futuro da Humanidade da Universidade de Oxford, a IA está muito mais perto do homem comum: sistemas baseados no conceito estão presentes em ferramentas de busca intuitiva na internet, programas de diagnóstico médico e softwares de bancos.
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Imitando o cérebro humano
Os projetos e pesquisas no mundo todo seguem diferentes, mas têm algumas diretrizes em comum. Atualmente, a tendência têm sido não mais usar a estratégia de programar os robôs para reagirem em momentos e situações específicas, mas capacitá-los para reconhecer as circunstâncias ao seu redor e interagir com o ambiente.
Essa alteração privilegia a aplicação das descobertas sobre o funcionamento do cérebro humano na robótica, o que visa fazer com que os andróides e outros sistemas eletrônicos “pensem” como homens.
Máquinas super-inteligentes
Um novo desafio que começa a surgir é o desenvolvimento de super-máquinas, cujo conhecimento cognitivo e poder cerebral ultrapassem os dos seres humanos. Segundo Bortrom, essa seria a última coisa que o homem precisaria inventar. Daí para frente, por definição, seria mais eficiente que os próprios robôs e sistemas inteligentes se tornassem inventores.
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Os mais receosos quanto a essa evolução podem se acalmar: autoridades e cientistas já estão discutindo maneiras de regulamentar o desenvolvimento da robótica para garantir que a convivência com humanos seja pacífica e benéfica.
Além disso, para o escritor de ciência Ray Kurzweil, o desenvolvimento de uma civilização de máquinas não é sinônimo de ameaça, já que essa comunidade já existe em menores proporções e está inserida no dia a dia da humanidade. Uma evolução somente tornaria esse relacionamento mais íntimo.