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SÃO PAULO – Na última quinta-feira (22), o Código de Trânsito Brasileiro comemorou 11 anos de vigência, e para o presidente do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), Alfredo Peres do Nascimento, a legislação tem proporcionado mudanças positivas para os departamentos estaduais de todo o país.
“O código é um dos mais completos em termo de legislação e trouxe inúmeras exigências de aprimoramento para vários órgãos de trânsito estaduais”, afirmou. Porém, ele ressalta que o sistema ainda precisa de algumas adequações.
“Temos quase 10% por ano de veículos sendo agregados à circulação. É claro que se tem que ter um esforço muito grande para continuar mantendo a quantia de acidentes nos níveis atuais e, principalmente, reduzindo. É um trabalho sempre contínuo”, completou.
Excesso de veículos em tráfego
Durante uma entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o presidente do Denatran ainda lembrou que o Brasil conta com uma frota de cerca de 45 milhões de automóveis.
Só que, anualmente, são produzidos mais de 3 milhões de veículos e quase 2 milhões de motocicletas.
Não é à toa que, nos últimos anos, a quantidade de veículos nas ruas vem crescendo significativamente.
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Educação no trânsito
Assim, para garantir a segurança nas estradas, a instituição adotou medidas de conscientização, principalmente dentro das escolas.
“Nós temos um capítulo inteiro do código que trata da educação. Regulamentamos o que o código já previa, a chamada Escola Pública de Trânsito, com a função de levar o assunto para dentro das escolas. Desenvolvemos o material educacional que foi distribuído para o Ensino Médio”, explicou.
Outra providência foi disponibilizar ao estudante do Ensino Médio a oportunidade de assistir, na própria escola, 90 horas de aulas teóricas sobre a legislação de trânsito, o equivalente às da auto-escola.
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“Esse aluno, quando tiver idade para se habilitar, fará apenas o exame teórico e, com a aprovação, começará direto nas aulas prática”, ressaltou Nascimento.
Sem dormir no ponto
Ele ainda destacou as medidas que o Denatran adotou referentes à saúde do motorista, como o tratamento para a doença do sono, conforme publicado na Agência Brasil.
Alguns postos de saúde já disponibilizam o exame, o qual é obrigatório apenas para os motoristas com CNHs C, D e E. “Há uma ideia de se fazer o exame em todos, embora ele seja caro. O próprio sistema de saúde está se preparando para isso”, declarou.