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SÃO PAULO – Os europeus, sobretudo, holandeses, alemães e dinamarqueses, são líderes de acesso aos sistemas de bancos on-line. A conclusão é de um estudo realizado pela Global Market Insite (GMI), fornecedora de soluções integradas para pesquisas mundiais de mercado na internet.
Os brasileiros aparecem na 7ª colocação dentro do ranking mundial, com 41% dos usuários. Estados Unidos e Japão ocupam a 10ª e 11ª colocação com 38% e 30%, respectivamente.
No mundo todo, os jovens são maioria entre os que se renderam aos bancos on-line. Na Holanda, 85% dos jovens de 18 a 19 anos utilizam o sistema. Em outros países as adesões também são significativas, como na Dinamarca (76%), Alemanha (73%), Canadá (64%), Polônia (62%) e Austrália (58%).
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Bancos on-line oferecem maior rendimento
Como forma de ganhar maior popularidade no mercado, bancos virtuais como o ING Direct e o EmigrantDirect estão oferecendo rendimentos mais atrativos para seus clientes.
De acordo com a pesquisa, estes bancos chegam a conceder 3,5% a mais que os demais bancos para as cadernetas de poupança.
Americanos não confiam no serviço
A falta de confiança na segurança dos bancos on-line pode ser o principal motivo para o segmento não ter ganhado força dentro dos Estados Unidos. Mas o fato pode ser justificado: somente em 2004, mais de dois milhões de americanos tiveram suas contas invadidas por hackers. As informações são da Gartner (empresa americana de análises).
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Nos países europeus, como Alemanha e Holanda, que lideram o ranking de acesso, o fato de os sistemas utilizarem mais de uma senha de acesso às contas garante maior segurança e conforto aos usuários. Nesses países, inclusive, alguns bancos já estão pedindo um terceiro número de identificação aos seus clientes.
Consolidação dos sistemas virtuais
Mesmo ainda desconfiando da segurança dos serviços bancários virtuais, a maioria dos entrevistados concorda que movimentar a conta pela internet ou por telefone só contribuiu para a melhora da qualidade do serviço. Eles somam 79% dos pesquisados.
No Brasil esta percepção é compartilhada por 80% dos usuários. Mesmo ocupando a última posição no ranking dos países que utilizam os serviços dos bancos on-line, 75% dos russos responderam positivamente quando questionados sobre a expansão do segmento.
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Brasileiros preferem o contato pessoal
Se por um lado os brasileiros reclamam de terem que se deslocar até um banco para o pagamento de contas e outros serviços bancários, a pesquisa mostra que nem todos compartilham desta visão: 60% dos entrevistados responderam que valorizam o contato pessoal.
Neste quesito, o Brasil fica atrás da França, onde 74% dos entrevistados responderam que preferem o atendimento clássico.
Faltam informações aos usuários
Mas os rendimentos da poupança dos bancos on-line superiores aos demais bancos e o fato de a maioria dos entrevistados em todo mundo (57%) ter citado “mais condições de interesse” como motivo principal para mudar de instituição, não foram suficientes para que se notasse uma vontade geral em recorrer ao serviço virtual.
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A pesquisa mostra que entre cada dez entrevistados, apenas três manifestaram a intenção de mudar de um banco tradicional para um virtual. No Brasil, porém, 41% dos correntistas se mostraram otimistas sobre o assunto.
Outra razão para a baixa adesão pode estar na falta de informação sobre outros benefícios, além dos serviços tradicionais, como pagamento de contas, transferências de fundos etc.
Assim, a pesquisa sugere às instituições realizarem um trabalho de educação do consumidor e de melhor comercialização e divulgação dos benefícios financeiros de seus produtos e serviços on-line.
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Para a realização da pesquisa, a GMI entrevistou 17,5 mil consumidores em 18 países.