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SÃO PAULO – Comparando-se os anos de 2006 e 2007, verifica-se que a participação dos instrumentos de pagamentos eletrônicos cresceu de 76,9% para 81,1%, em relação à quantidade total dos pagamentos efetuados no varejo sem o uso do dinheiro.
Os dados do Diagnóstico do Sistema de Pagamentos de Varejo do Brasil, divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central, revelam ainda que essa maior utilização dos instrumentos eletrônicos evidencia-se quando se observa que o total de pagamentos em não-dinheiro cresceu 53,4%, entre 2002 e 2007.
O decréscimo de 36,8% registrado pelos cheques, no mesmo período, é outro fator que contribui para evidenciar o aumento da participação dos pagamentos eletrônicos.
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Destaques
Dentre os instrumentos eletrônicos, destacaram-se os cartões, cuja participação representava 46,2% do total de pagamentos de varejo em 2006 e passou a ser de cerca de 50% em 2007.
Já o uso dos cheques caiu de 23,1% para cerca de 19%. O valor médio por cheque aumentou cerca de 15%, superior à inflação do período, indicando que a substituição desse instrumento por instrumentos eletrônicos ocorre, principalmente, nas transações de pequeno valor.
Participação do papel-moeda
A utilização do papel-moeda como instrumento de pagamento, medida pelo indicador PMPP (Papel-moeda em Poder Público), aumentou nos últimos quatro anos à média anual de 17% em valores nominais.
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“A quantidade de papel-moeda per capita, que era de R$ 242,52 em 2002, subiu para R$ 442,83 em 2007. No mesmo período, a relação PMPP/PIB (Produto Interno Bruto) passou de 2,9% para 3,2%”, explica o relatório do BC.
Sobe a pesquisa
O diagnóstico foi realizado no âmbito do Projeto Modernizador dos Instrumentos de Pagamentos do Brasil, projeto institucional do BC, cujo objetivo é o aumento da participação relativa dos instrumentos eletrônicos em relação aos baseados em papel.
As estatísticas, atualizadas e publicadas anualmente, incluem indicadores do sistema de pagamento de varejo e de seus instrumentos.
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As principais fontes de informações compreendem: Banco Central do Brasil, bancos, câmaras e prestadores de serviços de compensação e de liquidação, credenciadores, BIS (Bank for International Settlements) e ECB (European Central Bank).