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SÃO PAULO – A Venezuela está sofrendo a falta de um item essencial: preservativos. Com o país em uma grave crise, com estimativa de que sua economia encolha 7% este ano, principalmente pelos baixos preços de óleo, a crise econômica está levando também a uma crise na saúde.
A falta do produto fez o preço subir – e agora ele já é inacessível para a maior parte da população. O pacote de 36 preservativos custa no site Mercado Libre o equivalente a US$ 750, o preço de um iPhone nos Estados Unidos.
O país já sofre com uma das maiores taxas de contaminação de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e gravidez na adolescência da América do Sul, e a escassez de preservativos deve aumentar esses índices no país.
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Em entrevista à Bloomberg, Carlos Cabrera, vice-presidente da filial venezuelana da International Planned Parenthood Federation, com sede em Londres, disse: “Com o aborto ilegal no país, o desaparecimento dos contraceptivos vai aumentar o número de morte de mulheres que optam por clínicas clandestinas de aborto”.
“A falta de preservativos também trará um impacto de longa duração na economia, já que pode tirar garotas e jovens mulheres das escolas e da força de trabalho”, ele conta.