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SÃO PAULO – Em qualquer economia do mundo, um dos maiores desafios é a distribuição de renda. O fator é marca do capitalismo e não faltam debates sobre qual a melhor maneira dela ocorrer.
As diferenças sociais são percebidas em qualquer lugar e, de acordo com o colunista Guido Orlando Jr., do Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo, uma forma de diminui-las e de promover a distribuição de renda real é o uso da tecnologia.
Difusão da tecnologia
Segundo o colunista, muitas pessoas consideram que a tecnologia traz mais desemprego. No entanto, acontece o contrário. “Isso porque, ela está presente em todos os setores da economia e os avanços em cada um deles impulsionaram esses mercados, trazendo progresso, aumento de receita para as empresas, com redução dos custos”.
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Desde então, os avanços começaram a fazer com que a tecnologia permeasse as classes mais baixas, promovendo a distribuição de renda de maneira tímida. No entanto, a tendência ganhará velocidade.
Profissionais com celulares pré-pagos
Você já precisou de um mecânico, eletricista ou encanador de urgência, ligou para que reparassem algo em sua casa e, no mesmo momento, eles atenderam? Tempos atrás, isso não acontecia.
Isso porque, há alguns anos, estes profissionais não contavam com outra ferramenta de trabalho, o celular pré-pago. De acordo com o colunista, estes equipamentos são uma das formas de distribuição de renda mais consistentes do mercado.
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“Como eles precisam ser encontrados, a mobilidade conseguida com um celular fez com que aumentasse muito o serviço para essa classe de profissionais. Além dele, lançam ao de cartões confeccionados em impressoras jato de tinta para divulgar o número de seus telefones”, disse Júnior.
As mesmas ferramentas, celular pré-pago e cartões impressos em tinta jato, são encontradas em outras profissões, como no caso de taxistas e motoboys, os quais aumentam sua clientela e, como conseqüência, a renda. Todo esse processo indica que a tecnologia ajuda na distribuição de renda.
Camelôs aceitam cartão
Para aumentar a clientela, formada de pessoas de baixa renda, os camelôs da cidade de São Paulo implantaram máquinas de cartão de crédito e débito, o que permite que as pessoas adiantem suas compras.
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A tecnologia mostra mais uma vez que permite a distribuição de renda e que está a serviço de todos, o que as pessoas sequer imaginam.