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SÃO PAULO – Os novos números de celular da região metropolitana de São Paulo podem ganhar mais dígitos a partir de 2011. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) levará à consulta pública nas próximas semanas duas propostas para resolver uma questão iminente: o esgotamento das combinações possíveis de números com oito dígitos.
Segundo estimativas da Anatel, em dezembro de 2009, havia 33,9 milhões de números de telefone celular já atribuídos ao DDD 11. Considerando que tais códigos só podem iniciar com 6, 7, 8 ou 9 (os de 6 e 7 operam parcialmente e os de 9 têm restrições, como os que iniciam com 90), o número possível de combinações é estimado em 37 milhões.
“Daí a necessidade de compatibilizar a oferta de recursos de numeração com o elevado potencial de crescimento de demanda por parte das prestadoras de serviço móvel pessoal (SMP, ou celular)”, explicou a relatora da proposta, a conselheira da Anatel Emília Ribeiro. Segundo o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, há expectativa de que a oferta de números disponíveis se esgote já em novembro deste ano.
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As opções
Com base nas discussões realizadas desde o início do ano passado, a área técnica da agência chegou a duas alternativas: uma delas será acrescentar um dígito aos números de celular de São Paulo. Essa opção, porém, afetaria uma das regulamentações da telefonia brasileira que visam à uniformidade, uma vez que implementar o acréscimo de um dígito a todos os celulares do País seria o mesmo que “administrar a todo o território nacional um remédio que somente seria necessário no âmbito do DDD 11”, nas palavras de Emília.
Essa opção ampliaria de 37 milhões para 90 milhões a quantidade de combinações possíveis, considerando apenas os números que começam com 9. Se fosse aplicada também aos que começam com 8, 7 e 6, o número de combinações possíveis subiria para 390 milhões. “O que representaria uma teledensidade de 18,3 números por habitante, mais que suficiente para a demanda esperada para o DDD 11”.
A outra alternativa é a criação de um novo código de área para a região, o DDD 10. Nesse caso, seria necessário discar o 10 mais os oito dígitos do celular. Dentro de São Paulo, as ligações seriam cobradas como locais e para outras regiões, o 10 serviria como DDD.
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“Essa é a alternativa mais plausível, pois não mexe com a estrutura de telecom nem exigiria nenhuma mudança na legislação. É a opção mais completa”, opina o presidente da Teleco, Eduardo Tude.
Urgente
O especialista acredita que todo o processo consiga ser finalizado até o final do ano, para implementação já em 2011. “As operadoras devem colaborar. Elas também têm interesse, pois precisam expandir sua oferta e para isso precisam de números disponíveis”, afirmou. De qualquer forma, as alterações só devem valer para novas habilitações.
Tude também aponta a possibilidade de diferenciar os números hoje utilizados dos modems de conexão à internet 3G e que acabam não sendo usados como telefone, de modo que sejam abertas, no futuro, novas opções de números.
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A estimativa da Anatel para o custo da implementação dessas mudanças é de R$ 304,4 milhões.