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SÃO PAULO – Tramita na Câmara dos Deputados o PL 4.085/08, da deputada Maria Lúcia Cardoso (PMDB-MG), que obriga o uso de vidros refletivos em veículos de transporte coletivo urbano.
Também chamados de “vidros metalizados”, eles recebem um tratamento especial, à base de óxidos metálicos, que os tornam capazes de refletir os raios solares.
Esses equipamentos podem ser produzidos em várias tonalidades, até incolor, o que garante boa visibilidade do interior para o exterior do veículo.
Economia de energia
Segundo a deputada, esses vidros são cada vez mais usados na construção civil, por conta do benefício que representa, em termos de redução de entrada de calor.
Assim, ele resulta em maior conforto ambiental, bem como numa considerável redução de energia com aparelhos de ar-condicionado.
Ela argumenta que esses fatores são vantajosos no ônibus. “Em um país tropical como o nosso, o interior dos veículos de transporte urbano é, geralmente, muito quente e desconfortável”.
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Impacto no preço e no ambiente
Muitas empresas adotaram veículos equipados com ar-condicionado, para driblar o calor. Porém, o conforto tem um alto custo, já que aumenta o consumo de combustível, argumentou a parlamentar.
Ela ressalta que esse gasto não só afeta as tarifas, como também traz consequências danosas para o meio ambiente. Se utilizados os vidros refletivos, passageiros e condutores teriam maior conforto térmico, independentemente do ar-condicionado.
“Se tal uso se revelar indispensável, o consumo de combustível a ele associado será menor, visto que a temperatura interna do veículo já estará em parte reduzida pelo efeito do vidro”, ressaltou.
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Normatização do Contran
A proposta ainda prevê a regulamentação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) sobre a utilização do vidro reflexivo.
Maria Lúcia justifica que a normatização a cargo do Conselho tem o objetivo de evitar efeitos indesejáveis que determinados graus de refletividade podem trazer, principalmente, à noite.
Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes e de Constituição e Justiça e de Cidadania, segundo informou a Agência Câmara.
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