Número de cheques sustados sobe 25% em quatro anos

Crescimento ocorreu de 2001 a 2005. Segundo o UseCheque, sustação por roubo ou extravio é a principal forma de adulteração ou fraude dos cheques
  S&Atilde;O PAULO - De acordo com o UseCheque, sistema de prote&ccedil;&atilde;o ao cr&eacute;dito administrado pela Associa&ccedil;&atilde;o Comercial de S&atilde;o Paulo, o n&uacute;mero de cheques sustados ou extraviados, principal forma de adultera&ccedil;&atilde;o ou <a class="infonews" target="_blank" href="http://www.infomoney.com.br/financas/noticia/561046" rel="noopener noreferrer">fraude</a>, vem crescendo nos &uacute;ltimos anos.<br>

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Segundo dados divulgados pelo Diário do Comércio, periódico da Associação, entre 2001 e 2005 o número subiu quase 25%, passando de 10,4 milhões para 13,78 milhões. Até julho de 2006, o número de cheques irregulares já havia alcançado o montante de 9,2 milhões, sendo que, mensalmente, segundo o economista Marcel Solimeo, do Instituto Gastão Vidigal, o volume mensal de cheques em circulação alcança 160 milhões.

Comércio é a principal vítima

De acordo com Solimeo, apesar de o comércio dispor de equipamentos de segurança e sistemas de proteção, ele ainda é a maior vítima da fraude.

“O cheque é o poder de Barganha que o comércio tem para possibilitar o parcelamento de compras e o acesso ao crédito”, afirma Solimeo. No entanto, segundo o economista, algumas falsificações são muito perfeitas e difíceis de serem detectadas. “Ainda mais agora, com a tecnologia das máquinas de xerox e de impressão”, completa.

Treinamento e cadastro podem ajudar

Segundo algumas redes varejistas, treinar os funcionários, principalmente operadores de caixa, a identificarem cheques e RGs falsos, pode ajudar a minimizar o problema.

Outra providência é o cadastro prévio de clientes que querem pagar com cheque.

No entanto, de acordo com alguns responsáveis de lojas, bancos precisam detectar e comunicar esse tipo de fraude, senão de nada adianta todo o esforço dos lojistas.