Número de atrasos e cancelamentos de voos caem pelo terceiro ano no Brasil

Entre janeiro e setembro de 2012, o percentual de cancelamento foi de 3,9%

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SÃO PAULO – Um levantamento feito a partir de dados consolidados pela Rede Infraero e apresentados pela Secretaria Nacional de Aviação Civil esta semana aponta que atrasos e cancelamentos de voos de companhias brasileiras vêm diminuindo ano a ano, desde 2010, apesar do crescimento no número de passageiros transportados.

No ano passado, o percentual de cancelamentos de voos foi de 4,8% e o de atrasos, de 13,6%. No acumulado dos nove primeiros meses de 2012, o percentual de cancelamento foi de 3,9%, enquanto que o de atrasos ficou em 10,4%, conforme mostra tabela abaixo:

Atrasos e Cancelamentos de Voos
Ano  2009 2010 2011 2012*
Atrasos 12,30% 14,60% 13,60% 10,40%
Cancelamentos  4,90% 5,20% 4,80% 3,90%
* Acumulado de janeiro a setembro e 2012
Fonte Abear – Associação Brasileira das Empresas Aéreas 

Atrasos e cancelamentos na alta temporada
Os índices de atrasos e cancelamentos de voos (partidas) nos meses de dezembro e janeiro na alta temporada também registraram queda. No período 2011/2012 os atrasos corresponderam a 14,2% dos voos, contra 20,2% no período 2010/2011. Os cancelamentos também diminuíram, caindo de 5,6% (2010/2011) para 3,6% (2011/2012). Veja os quadros abaixo, que se referem apenas a esses dois meses:

Atraso – Partidas
2009/2010 2010/2011 2011/2012
19,30% 20,20% 14,20%
Cancelamento  – Partidas
2009/2010 2010/2011 2011/2012
5,10% 5,60% 3,60%
Fonte Abear – Associação Brasileira das Empresas Aéreas 

Segundo o presidente da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) muitos cancelamentos dizem respeito a operações feitas de maneira programada, com meses de antecedência.

Essas ações são comuns no mercado e são realizadas para readequações de malha aérea. Nesses casos, os clientes são comunicados com a devida antecedência e reacomodados em outros voos. Isso explica porque muitas vezes os índices divulgados diariamente de cancelamentos não correspondem a passageiros “no chão”, termo que significa passageiros em aeroportos sem possibilidade de voar.