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SÃO PAULO – O Ministério da Saúde comemorou nesta segunda-feira (20/05) o Dia Nacional do Medicamento Genérico e, com isto, a perspectiva de aumento do número de medicamentos até o final do ano. Atualmente, o consumidor tem acesso a 426 medicamentos genéricos nas farmácias.
Novos genéricos estão sendo analisados pela Anvisa
Somente nos quatro primeiros meses do ano foram lançados 122 medicamentos, um número bastante representativo assumindo que os genéricos foram lançados há cerca de três anos, e atualmente somam um total de 574 registros. O volume de vendas também é satisfatório, sendo que em março deste ano foram vendidos 5,31 milhões de unidades, frente a 2,77 milhões de vendas registradas em maio do ano passado. A tendência é que este número cresça cada vez mais, uma vez que o número de medicamentos registrados também deve sofrer alterações em breve.
De acordo com a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) existem 278 processos de novos genéricos em fase de aprovação para atender 44 classes terapêuticas, como diuréticos e antidepressivos. Deste total, 70 produtos são princípios ativos inéditos que devem ser liberados em breve. Contudo, este número deve aumentar ainda mais, pois de acordo com a gerente geral de medicamentos da Anvisa, Vera Valente, 6% dos remédios de referencia já foram “copiados”, sendo que ainda há espaço o suficiente mais, uma vez que 54% do total dos remédios de referencia são passiveis de terem seus correspondentes genéricos.
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Patente tem garantia de 20 anos
A Anvisa informa ainda que 34 indústrias são autorizadas a fabricar e comercializar medicamentos genéricos no Brasil, sendo que 22 ainda aguardam aprovação da Agência para entrarem no mercado. Muitos não sabem, mas quando um medicamento novo é lançado no mercado, o fabricante ou importador, detém sua patente durante 20 anos. Depois que este período expirar, então outras indústrias passam a ter direito de copiar o medicamento.
Neste sentido, a briga pela patente acaba forçando as industrias a investirem em drogas mais eficientes e inovadoras, aumentando a concorrência no setor. No fim o consumidor acabará sendo o maior beneficiado, sendo que com a tendência é que os preços também acabem sendo reduzidos por conta da concorrência.