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SÃO PAULO – O mercado de medicamentos genéricos vem ganhando cada vez mais espaço nas prateleiras das farmácias e drogarias. Uma boa notícia para os consumidores, visto que os genéricos são significativamente mais baratos do que os de marca.
Com a aprovação de mais uma lista de genéricos, os consumidores têm mais um motivo para comemorarem. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já autorizou a comercialização de 17 novos genéricos. Dessa forma, o número de genéricos comercializados aumenta para 426, em 735 apresentações.
Genéricos inéditos chegam ao país
Os novos medicamentos são destinados a problemas no sistema nervoso central, como ansiedade e depressão, denominados no mercado como ansiolíticos, e antibióticos de alta potência. O registro dos medicamentos foi publicado no Diário Oficial da União entre os dias 10 e 14 de junho.
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O mais importante é que dentre os novos genéricos aprovados, cinco são inéditos no país, dos quais dois são tarja vermelha e dois pretos. A tarja vermelha significa que o medicamento precisa de prescrição médica para ser vendido enquanto o de tarja preta significa que o medicamento causa dependência. Nesses casos, a prescrição médica fica retida na farmácia.
Os medicamentos de tarja vermelha são o ansiolítico Cloridrato de buspirona (referência Buspar) e o antibiótico Cloridrato de cefepima (referência Maxcef), enquanto os de tarja preta são o ansiolítico Alprazolam (referência Frontal) e o hipnótico Midazolam (referência Dormonid). Outro medicamento que também foi aprovado é o antidepressivo Cloridrato de paroxetina (referência Aropax).
Vantagem está no preço
A principal vantagem dos medicamentos genéricos é o preço, pois de acordo com a legislação os genéricos devem custar cerca de 35% a menos do que os de marca. Por exemplo, enquanto o antidepressivo Aropax é vendido por R$ 81,21, o remédio genérico Cloridrato de paroxetina é comercializado a R$ 52,79.
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Os demais medicamentos que também foram aprovados pela Anvisa são os antibióticos Cefadroxil (Cefamox) e Cetoconazol, associado ao dipropionato de betametasona (Candicort), o antiinflamatório Diclofenaco potássico (Novalgina), Genfibrozila, utilizado no combate ao colesterol, o Mesilato de doxazosina (Carduran) para combate ao câncer benigno de próstata e o ansiolítico Lorazepam (referência Lorax).
Segundo dados da Anvisa, no primeiro quadrimestre do ano foram aprovados 122 genéricos frente a 17 no mesmo período do ano passado. A expectativa é que até o final do ano cerca de mil medicamentos já estejam sendo comercializados no mercado. Para a agência, isso reflete que as empresas já estão aderindo a política de medicamentos genéricos do Ministério da Saúde.