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SÃO PAULO – Entre os anos de 2005 e 2009, cerca de 20 milhões de pessoas foram incorporadas à classe C, o que fez com que o perfil de consumo residencial de energia fosse alterado.
De acordo com dados da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), divulgados nesta terça-feira (24), de 2006 a 2010, cerca de 8 milhões de novos consumidores foram incluídos no mercado de energia elétrica. No período, subiu de 18,5% para 26,6% o percentual de consumidores entre 200 e 500 kWh/mês. Já os consumidores acima de 500 kWh/mês passaram de 1,9% em 2006, para 2,7% no ano passado.
Por outro lado, os consumidores na faixa entre 0 e 200 kWh ainda são maioria, apesar do recuo de 79,6% em 2006, para 71% em 2010.
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O aumento do consumo de energia se deve ao crescimento econômico, à distribuição de renda da população e à ascensão das classes D e E, para a classe C.
Consumo
O consumo de energia nas residências brasileiras nos primeiros quatro meses do ano cresceu 4,2% frente ao mesmo período de 2010, totalizando 37.990 GWh (gigawatts-hora).
Já o consumo industrial de eletricidade subiu 4% no primeiro quadrimestre, em relação a igual época de 2010, totalizando 59.451 mil GWh.
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De acordo com o levantamento da EPE, o consumo comercial também registrou aumento de 5,7% no período, na comparação com o mesmo quadrimestre do ano passado, somando 25.262 GWh.
No geral, o consumo de energia elétrica na rede das concessionárias totalizou 142.744 GWh de janeiro a abril, o que representa um aumento de 4,1% em relação ao mesmo período de 2010.
A dinâmica de crescimento nos três primeiros meses de 2011 superou o período pré-crise em 2008, mesmo com a base já recuperada do 1º trimestre de 2010.