Nota verde: para Unica, novo critério é melhor, mas ainda não é claro para consumidor

Com novo critério, apenas 22 veículos dos 402 analisados são considerados verdes; para Unica, ainda é preciso maior clareza

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SÃO PAULO – O Ministério do Meio Ambiente anunciou na terça-feira (1º) alterações na “Nota Verde”, indicador que avalia a emissão de poluentes dos veículos. Segundo o novo critério do ranking, apenas 22 dos 402 veículos analisados são considerados “verdes”. Para a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), as mudanças aperfeiçoaram os critérios de análise, mas ainda não tocam em aspectos fundamentais, que poderiam dar maior clareza a consumidor.

“O resultado dos ajustes é uma avaliação melhor estruturada e baseada em dados mais completos, que permitem chegar a conclusões mais precisas, porém, ainda carentes na avaliação das emissões e CO2, o poluente mais ligado ao futuro do planeta e principal causador do efeito estufa”, considerou a entidade, por meio de nota.

Dessa forma, para a Unica, a revisão feita pelo Ministério deixou de reconhecer a importante contribuição do uso do etanol para a mitigação do aquecimento global. “Perde-se, assim, a oportunidade de dar ao consumidor uma indicação mais clara em favor do consumo consciente e responsável”.

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Nota Verde

De maneira geral, a Nota Verde usa como critério a classificação por estrelas e não mais numérica. No critério utilizado para classificar os veículos, três estrelas são relativas à emissão de poluentes e duas, relativas ao CO2 (Gás Carbônico).

Os carros que utilizam álcool como combustível já ganham uma estrela, pois o CO2 é absorvido no processo de cultivo de cana.

Os objetivos da Nota Verde são o de fazer com que o consumo consciente cresça e que seja criada uma concorrência entre as montadoras, para que elas produzam carros mais eficientes.

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Flex

De acordo com os últimos dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), os veículos bicombustíveis continuam liderando as vendas de veículos.

Os bicombustíveis seguem na liderança e representam 87,3% do mercado nacional. Com tamanha representatividade, segundo a Unica, desde 2003 até o final de outubro, quase 76 milhões de toneladas de gás carbônico deixaram de ser emitidas no Brasil.

O número foi calculado pelo Carbonômetro, instrumento que estima a quantidade de gases poluentes que deixou de ser emitida, desde que os carros tipo flex foram lançados no País e o etanol passou a ser utilizado como combustível.

O cálculo considera tanto o álcool consumido diretamente pelos veículos flex quanto os 25% de etanol contidos na gasolina, no caso de uso deste combustível.