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SÃO PAULO – Trinta e um por cento dos norte-americanos que assistem à Netflix não pagam pelo serviço, de acordo com uma pesquisa da Survata realizada em janeiro deste ano.
Entre 2.225 pessoas consultadas, 69% disseram que pagam pelo acesso à Netflix, 26% disseram que usam a conta de uma pessoa da família e 5% que usam a de um amigo. O número de homens que não pagam é maior: 37%, ante 27% das mulheres.
Segundo o levantamento, os mais jovens são as que mais usam o serviço ilegalmente: 69% das pessoas entre 13 e 17 anos usam senhas de outras pessoas para acessar o serviço. Entre as pessoas de 18 a 24 anos o número continua alto, em 50%.
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Para piorar a situação, uma nova modalidade de crime virtual, do qual o Brasil é uma das principais vítimas, rouba contas de pessoas que assinam o serviço e revende por cerca de vinte e cinco centavos.
A companhia, por sua vez, parece não se importar muito – ou pelo menos quer que os clientes achem isso. Na feira Consumer Electronics, também em janeiro, o CEO Reed Hastings disse que o uso de contas de terceiros é “positivo”, porque as pessoas que ‘roubam’ acesso costumam, posteriormente, ter vontade de contratar o serviço.
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