Norte-americanos criam chip de madeira que pode baratear smartphones

O material de substituição é chamado celulose nanofibril, uma substância comum extraída da madeira, muito utilizada para fazer papel

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SÃO PAULO – Novos chips de alta tecnologia construídos à base de madeira devem ser lançados para smartphones. Construídos por um grupo de pesquisadores da University of Wisconsin, os novos chips substituíram os atuais com um nanomaterial de madeira e poderiam tornar celulares, tablets e outros dispositivos mais baratos.

“Se o chip de madeira for comercializado, muitos custos de material serão economizados”, disse o pesquisador chefe Zhengiang Ma ao IT World. “Nós reduzimos o uso do material semicondutor em 99,9%”.

O material de substituição é chamado celulose nanofibril, uma substância comum extraída da madeira, muito utilizada para fazer papel. Após construir a celulose de substituição, os pesquisadores a cobriram com a resina epóxi, que torna o chip à prova d’água e impede sua expansão ou contração.

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O mais importante, entretanto, é que os chips poderiam reduzir o crescente impacto ambiental de smartphones e dispositivos móveis – o chip atualmente utilizado contém materiais não biodegradáveis, como arsenieto de gálio. Considerando que apenas nos Estados Unidos se troca de celular em média a cada dois anos, os pesquisadores afirmam que o chip construído possui potencial para reduzir a poluição ambiental.

Entretanto, Ma disse que os chips estão longe de serem fabricados em uma linha de produção.