No RJ, carros estão abandonados nos pátios da Polícia Rodoviária Federal

Segundo o órgão, esses carros estão causando problemas para a Polícia, já que ocupam um espaço que já é improvisado

Publicidade

SÃO PAULO – No Rio de Janeiro, proprietários de veículos andam esquecendo de buscar seus carros nos pátios da Polícia Rodoviária Federal. De acordo com a Agência Brasil, cerca de 1,1 mil veículos são mantidos sob custódia da Polícia.

Esses veículos foram apreendidos devido a infrações ou foram recolhidos de locais onde aconteceram acidentes. Os proprietários têm até 90 dias para retirar os carros, segundo a legislação. No entanto, no estado, os veículos passam mais tempo no pátio do que o previsto.

“Isso gera um problema no sentido de a Polícia Rodoviária ter a obrigação de observar o veículo que deveria ter sido retirado. A polícia fica com aquele carro, ocupando espaço no seu depósito, espaço que poderia ser utilizado para veículos apreendidos por causa de outras infrações”, afirma a inspetora da assessoria de comunicação da Polícia Rodoviária Federal, Fernanda Santiago.

Planner InfoMoney

Mantenha suas finanças sob controle neste ano

No improviso

Os depósitos onde esses veículos estão são improvisados, ao lado de delegacias e postos, às margens de estradas. Segundo a Agência Brasil, muitos desses locais não têm sequer teto.

Segundo Fernanda, não existe regulamentação para a existência desses locais, impedindo que a Polícia possa construir depósitos adequados que permitiria cobrar dos proprietários a diária de estadia dos veículos.

Leilão

Ainda de acordo com Fernanda, a Superintendência da PRF do estado carioca está fazendo um levantamento desses veículos a fim de saber quais deles poderão ser leiloados no segundo semestre deste ano.

Continua depois da publicidade

No entanto, devido às condições de muitos dos veículos, que, geralmente, se envolveram em acidentes, nem todos podem ser leiloados, mesmo se o prazo de 90 dias para a retirada tiver passado.

Esses carros podem ser retirados dentro do prazo pelo proprietário ou pelo herdeiro, caso o dono tiver falecido,. Se o motivo da apreensão for infração, o proprietário deverá pagar a multa para poder retirar o veículo.

Em São Paulo

No estado paulista, mais de 3.132 veículos estão estacionados nos pátios da CET e de empresas que prestam serviços de guinchamento para a Companhia, de acordo com o órgão. Somente no Pátio Aricanduva, no Parque Novo Mundo, 1.501 carros esperam o resgate dos proprietários.

Para recuperar o carro ou a moto, o proprietário deverá ir até o Detran e levar uma cópia simples do licenciamento do veículo atualizado e a identidade, além de apresentar os originais. Se o proprietário do veículo for pessoa jurídica, este deverá apresentar cópia autenticada do contrato social.

O veículo só será liberado mediante apresentação dos recibos que comprovam o pagamento das seguintes taxas: R$ 375 pelo guinchamento e mais R$ 29,40 por cada dia que o veículo fica no pátio da CET. No caso das motocicletas, a taxa de guinchamento é R$ 125 e a estadia R$ 9,80 a diária.