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Entre 2023 e 2026, o valor médio pago por transação nas pizzarias espalhadas pelo Brasil aumentou 32%, de R$ 45,47 para R$ 59,98. O mesmo aconteceu com o preço médio da unidade de pizza congelada, que foi de R$ 15,26 para R$ 18,05, 18,3% mais caro.
Segundo um levantamento da VR, divulgado em homenagem ao Dia da Pizza, que acontece em 10 de julho, 50,5% dos consumidores afirmaram já terem deixado de comprar pizza por causa do preço.
De janeiro de 2023 a 15 de junho de 2026, intervalo analisado no levantamento da VR, foram registradas mais de 700 mil transações em pizzarias, que movimentaram mais de R$ 38 milhões. E em um universo de mais de 17 milhões de notas fiscais, foram identificadas mais de 390 mil unidades de pizza congelada em compras de supermercado, que movimentaram R$ 6,7 milhões.
| Ano | Pizzarias/ transações | Valor médio | Congelada/ unidades | Valor médio |
| 2023 | 203,6 mil | R$ 45,47 | 10.584 | R$ 15,26 |
| 2024 | 217,5 mil | R$ 55,64 | 107.228 | R$ 15,76 |
| 2025 | 211,0 mil | R$ 60,04 | 228.146 | R$ 17,80 |
| 2026* | 72,4 mil* | R$ 59,98* | 43.874* | R$ 18,05* |
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Mais pizzarias
Segundo o Panorama de Mercado 2026, produzido pela Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra), 1.990 pizzarias foram abertas entre janeiro e maio de 2026, um crescimento de 6,1% em relação ao mesmo período de 2025, evidenciando o bom momento vivido pelo segmento. No total, o Brasil reúne 40.332 pizzarias em funcionamento, número 10,29% superior ao registrado no levantamento anterior.
São Paulo concentrou 28% das novas aberturas no período, seguido por Minas Gerais e Santa Catarina, ambos com 9%, Rio de Janeiro (8%) e Paraná (7%), demonstrando que o mercado segue em expansão em diferentes regiões do Brasil.
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O crescimento registrado pela Apubra mostra que o mercado segue aquecido, impulsionado pela inovação, pelo delivery e pela capacidade das pizzarias de atender diferentes perfis de consumidores”, afirma Gustavo Cardamoni, presidente da Apubra.
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Sabor preferido
A marguerita é o sabor de pizza preferido dos consumidores, segundo a VR.
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Após análise de transações com cartões da empresa e das notas fiscais escaneadas pelos trabalhadores aplicativo da plataforma, marguerita foi considerada a preferida por 20% dos consumidores, seguida pela calabresa, com 17,3%, e pela quatro queijos, com mais de 12%.
Mas dificilmente alguém pede uma pizza inteira de um único sabor: na dúvida, 92% preferem pedir meio a meio.
A massa fininha é a preferida de 68%, enquanto 23% optam pela massa mais grossa.
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Também segundo a VR, para 8 em cada 10, o tamanho ideal é a pizza grande, com oito fatias; e, entre eles, 40% costumam comer três pedaços.
Horário nobre
Sexta-feira e sábado são os dias que concentram a maior parte dos pedidos de pizza: 16,8% na sexta e 16,6% no sábado. Também existe uma espécie de horário nobre dos pedidos: 48% das compras ocorre entre 18h e 22h, com um pico às 20h (11,2% dos registros).
Cuidados na entrega
Em uma comunicação recente divulgada à imprensa, o órgão de defesa do consumidor Procon-SP orienta que, na chegada, quem pediu a pizza verifique se o pedido corresponde ao que foi contratado e se a embalagem está em condições adequadas.
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Caso o produto esteja violado, apresente sinais de adulteração ou tenha sido entregue em situação inadequada para consumo, a orientação é registrar imediatamente o problema com o fornecedor.
Cobranças e formas de pagamento
O órgão também alerta para o pagamento com cartão na entrega, e as recomendações são conhecidas:
- conferir o valor mostrado na maquininha antes de digitar a senha;
- evitar máquinas com visor danificado ou ilegível devem ser evitadas;
- não perder o cartão de vista; e
- pedir o comprovante da transação.
No salão da pizzaria, o consumidor também deve observar a cobrança de taxas. O couvert artístico só pode ser cobrado quando houver apresentação ao vivo e informação prévia sobre sua existência e valor. Já a gorjeta de 10% segue facultativa e não pode ser imposta ao cliente.
Caso haja atraso excessivo, cobrança indevida, entrega errada ou outro problema na prestação do serviço, a orientação é tentar resolver primeiro com o estabelecimento. Se não houver solução, o consumidor pode registrar reclamação pelos canais oficiais do Procon-SP, com documentos como comprovantes de pagamento, nota fiscal, registro da compra e conversas mantidas com a empresa.