No país da pizza meio a meio, o preço começa a pesar mais

Existe uma espécie de horário nobre dos pedidos, com um pico às 21h

Maria Luiza Dourado

Pizza marguerita (Foto de Aurélien Lemasson-Théobald /Unsplash)
Pizza marguerita (Foto de Aurélien Lemasson-Théobald /Unsplash)

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Entre 2023 e 2026, o valor médio pago por transação nas pizzarias espalhadas pelo Brasil aumentou 32%, de R$ 45,47 para R$ 59,98. O mesmo aconteceu com o preço médio da unidade de pizza congelada, que foi de R$ 15,26 para R$ 18,05, 18,3% mais caro.

Segundo um levantamento da VR, divulgado em homenagem ao Dia da Pizza, que acontece em 10 de julho, 50,5% dos consumidores afirmaram já terem deixado de comprar pizza por causa do preço.

De janeiro de 2023 a 15 de junho de 2026, intervalo analisado no levantamento da VR, foram registradas mais de 700 mil transações em pizzarias, que movimentaram mais de R$ 38 milhões. E em um universo de mais de 17 milhões de notas fiscais, foram identificadas mais de 390 mil unidades de pizza congelada em compras de supermercado, que movimentaram R$ 6,7 milhões.

AnoPizzarias/ transaçõesValor médioCongelada/ unidadesValor médio
2023203,6 milR$ 45,4710.584R$ 15,26
2024217,5 milR$ 55,64107.228R$ 15,76
2025211,0 milR$ 60,04228.146R$ 17,80
2026*72,4 mil*R$ 59,98*43.874*R$ 18,05*
Fonte: VR- Dados de 2026 consideram o período de janeiro a 15 de junho -1.261 dias

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Mais pizzarias

Segundo o Panorama de Mercado 2026, produzido pela Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra), 1.990 pizzarias foram abertas entre janeiro e maio de 2026, um crescimento de 6,1% em relação ao mesmo período de 2025, evidenciando o bom momento vivido pelo segmento. No total, o Brasil reúne 40.332 pizzarias em funcionamento, número 10,29% superior ao registrado no levantamento anterior.

São Paulo concentrou 28% das novas aberturas no período, seguido por Minas Gerais e Santa Catarina, ambos com 9%, Rio de Janeiro (8%) e Paraná (7%), demonstrando que o mercado segue em expansão em diferentes regiões do Brasil.

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O crescimento registrado pela Apubra mostra que o mercado segue aquecido, impulsionado pela inovação, pelo delivery e pela capacidade das pizzarias de atender diferentes perfis de consumidores”, afirma Gustavo Cardamoni, presidente da Apubra.

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Sabor preferido

A marguerita é o sabor de pizza preferido dos consumidores, segundo a VR.

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Após análise de transações com cartões da empresa e das notas fiscais escaneadas pelos trabalhadores aplicativo da plataforma, marguerita foi considerada a preferida por 20% dos consumidores, seguida pela calabresa, com 17,3%, e pela quatro queijos, com mais de 12%.

Mas dificilmente alguém pede uma pizza inteira de um único sabor: na dúvida, 92% preferem pedir meio a meio.

A massa fininha é a preferida de 68%, enquanto 23% optam pela massa mais grossa.

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Também segundo a VR, para 8 em cada 10, o tamanho ideal é a pizza grande, com oito fatias; e, entre eles, 40% costumam comer três pedaços.

Horário nobre

Sexta-feira e sábado são os dias que concentram a maior parte dos pedidos de pizza: 16,8% na sexta e 16,6% no sábado. Também existe uma espécie de horário nobre dos pedidos: 48% das compras ocorre entre 18h e 22h, com um pico às 20h (11,2% dos registros).

Cuidados na entrega

Em uma comunicação recente divulgada à imprensa, o órgão de defesa do consumidor Procon-SP orienta que, na chegada, quem pediu a pizza verifique se o pedido corresponde ao que foi contratado e se a embalagem está em condições adequadas.

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Caso o produto esteja violado, apresente sinais de adulteração ou tenha sido entregue em situação inadequada para consumo, a orientação é registrar imediatamente o problema com o fornecedor.

Cobranças e formas de pagamento

O órgão também alerta para o pagamento com cartão na entrega, e as recomendações são conhecidas:

No salão da pizzaria, o consumidor também deve observar a cobrança de taxas. O couvert artístico só pode ser cobrado quando houver apresentação ao vivo e informação prévia sobre sua existência e valor. Já a gorjeta de 10% segue facultativa e não pode ser imposta ao cliente.

Caso haja atraso excessivo, cobrança indevida, entrega errada ou outro problema na prestação do serviço, a orientação é tentar resolver primeiro com o estabelecimento. Se não houver solução, o consumidor pode registrar reclamação pelos canais oficiais do Procon-SP, com documentos como comprovantes de pagamento, nota fiscal, registro da compra e conversas mantidas com a empresa.

Maria Luiza Dourado

Repórter de Finanças do InfoMoney. É formada pela Cásper Líbero e possui especialização em Economia pela Fipe - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.