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SÃO PAULO – “O consumo continua em patamar elevado. Poderá haver redução, mas não teremos recessão. É possível que haja queda de arrecadação do governo federal e, por conseqüência, de repasse aos municípios. Mas não acredito em desaceleração da economia”.
A afirmação foi feita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quinta-feira (30), durante debate realizado na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado. Ele admitiu que o governo trabalha com a possibilidade de queda nos níveis de consumo do País, embora não acredite em recessão econômica.
Conforme publicado na Agência Senado, Mantega ressaltou que o País está em situação confortável, mas deve aprender com a crise, “que nos mostra lacunas que não vemos em tempos de normalidade”.
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Falta de crédito
Dados da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) sugerem que o ritmo de crescimento do consumo dos brasileiros está de fato caindo. De acordo com o economista-chefe da associação, Marcel Solimeo, existem dois possíveis motivos para este movimento.
“Temos que esperar mais uns dias para ver o que é realmente retração do consumidor, por medo da crise, e o que é falta de crédito“, explicou ele.
Se, na primeira semana de outubro, Solimeo explicou que o consumo realmente caiu, por conta de um temor dos desdobramentos da crise, já ao chegar ao 27º dia do mês, ele afirmou acreditar mais na tese de que o consumo cai por falta de crédito.
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“O emprego e a renda ainda estão altos. Nosso consumidor não é tão informado a ponto de reagir a uma crise macroeconômica. E a crise ainda não chegou ao bolso”.