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SÃO PAULO – Não há como negar que o Natal é uma das épocas mais esperadas do ano. A magia da data reflete na decoração das lojas e shoppings, quando as vendas de artigos temáticos crescem gradualmente à medida que o período de festas vai se aproximando. Para se ter uma idéia, boa parte dos shoppings já começa a preparar suas decorações natalinas como forma de atrair visitantes, que acabam se tornando potenciais consumidores de suas lojas.
Decorações tendem a incrementar vendas
O primeiro shopping a inaugurar sua decoração de Natal, nesta segunda-feira, foi o Central Plaza Shopping. Os próximos serão os shoppings Interlagos, Iguatemi, Center Norte, Light e ABC, que prometem lançar suas decorações nos primeiros dias de novembro.
Estimativas da Associação dos Lojistas de Shopping (Alshop) apontam para um crescimento médio de 2% a 3% nas vendas de Natal em relação ao registrado no mesmo período do ano passado. Contudo, os shoppings apostam em percentuais mais elevados. O Central Plaza, por exemplo, estima um crescimento em torno de 10% em suas vendas. Já o Ibirapuera acredita que neste Natal conseguirá vender cerca de 8% a 12% a mais do que no ano passado. Já o shopping Metrô Santa Cruz, inaugurado há apenas um ano, estima um aumento nas vendas de 25%, principalmente por serem novos no mercado.
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Preços baixos atraem grande número de consumidores
Se por um lado os grandes estabelecimentos comerciais começam a apostar nas decorações natalinas, as lojas da região central da cidade, localizadas na rua 25 de Março, começam a lucrar com as vendas de artigos de decoração, já que boa parte destas lojas costuma trabalhar com vendas no atacado.
De acordo com a União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências (Univinco), no mês de outubro já foi possível notar um forte aumento no fluxo de pessoas que circulam pelas ruas do comércio diariamente. Em dias normais, mesmo os dias de menor movimento, a rua recebe cerca de 300 mil e 400 mil visitantes, já em outubro este número pulou para 600 mil pessoas por dia.
A expectativa da Univinco é de que entre novembro e dezembro este número chegue a um milhão de pessoas, uma vez que os consumidores finais deixam para fazer as compras de enfeites somente no início de dezembro.
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Com cerca de três mil lojas, a rua 25 de Março tem 300 lojas de rua e 2,7 mil sobrelojas ou galerias. Contudo, a maior queixa ainda reside no fato de que o grande número de vendedores ambulantes na região dificulta o bom desempenho nas vendas das lojas. Para resolver o problema dos camelôs, representantes deverão cobrar uma posição da subprefeitura da Sé, que cuida da região.