Natal 2004: queda do dólar trouxe importados de volta aos lares brasileiros

Brinquedos e vinhos importados foram alguns dos produtos que aumentaram sua participação no mercado doméstico

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SÃO PAULO – A expansão das importações trazida pelo aquecimento econômico e pelo dólar em baixa também se refletiu no Natal do brasileiro.

Entre os cerca de US$ 61,82 bilhões importados pelo País no acumulado do ano (até a 4a semana de dezembro), além de produtos semi-faturados para o setor industrial, há também muitos bens de consumo duráveis e não duráveis, como brinquedos, vinhos e frutas natalinas.

Crescimento generalizado

Produtos importados tipicamente consumidos no Natal, ou comercializados com mais intensidade nesta época, registraram significativo aumento no mercado nacional.

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De acordo com a Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), a participação de mercadorias importadas no faturamento do setor em 2004 será de 2%. Em 2003, esta parcela foi de 1,5%. Neste ano, o segmento deve movimentar cerca de R$ 100 bilhões.

Pesquisa realizada pela Abras com 50 empresas que representam 40% das vendas totais do mercado revela que 46% dos entrevistados importaram mais em 2004. Produtos como azeite, bebidas e queijos lideram a lista. Os demais 54% compraram em igual quantidade.

Somente em relação a vinhos, a metade dos empresários ouvidos aumentou seus pedidos em 16%, e 51% compraram 13% a mais de bacalhau.

Já os brinquedos vindos de fora devem ficar com 20% do faturamento de R$ 850 milhões do setor em dezembro, segundo informações da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos). Esta previsão leva em conta também os itens contrabandeados.

Única estagnação

Do grupo de segmentos que costumam se beneficiar com o período natalino, apenas o setor de perfumes parece não ter incrementado seu faturamento. Embora mantenha perspectivas otimistas para 2005, a área deve repetir neste ano o mesmo patamar de vendas de importados registrado em 2003.

Segundo a Adipec (Associação dos Distribuidores e Importadores de Perfumes, Cosméticos e Similares), a renda do trabalhador ainda está muito baixa para que a comercialização de produtos caros como os perfumes possa apresentar crescimento significativo.