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SÃO PAULO – Os maiores temores que a crise econômica despertou nos brasileiros são a impossibilidade de honrar os compromissos financeiros e uma possível perda do emprego. Segundo indicou uma pesquisa da Ipsos, feita a pedido da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), 23% temem não conseguir pagar suas contas, e outras 23% temem ficar desempregadas.
Em terceiro lugar, aparece a redução do rendimento familiar, que provoca temor em 18% dos brasileiros, seguido pelo aumento da inflação, indicado por 14%. Não conseguir empréstimos para compras a prazo foi indicado por apenas 1%. Ainda assim, 10% disseram que a crise não desperta nenhum temor.
Classes sociais
Considerando as classes sociais, o medo de não poder pagar os compromissos é maior nas classes C (26%) e DE (23%), enquanto no estrato AB, o maior temor é com o desemprego (30%).
Na classe mais rica, o segundo acontecimento que a população mais teme é o aumento da inflação, indicado por 19% das pessoas, seguido por não conseguir pagar os compromissos (18%) e a redução do rendimento familiar (16%). Da mesma forma que o resultado geral, apenas 1% da classe AB teme não conseguir empréstimos para contas a prazo.
Na classe C, o segundo maior temor é o desemprego, com 24%, seguido pela redução do rendimento familiar (20%) e pelo aumento da inflação (12%). Mais uma vez, a possibilidade de não conseguir um empréstimo foi citada por apenas 1% das pessoas.
A classe DE também teme a perda do emprego (18%) e a redução do rendimento familiar (18%), assim como a inflação (14%). Porém, essa classe mostrou um receio maior quanto à impossibilidade de fazer empréstimos para compras a prazo: 2% temem que isso aconteça.