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SÃO PAULO – Uma mudança na regulamentação no mercado de crédito encareceria o serviço financeiro, de acordo com o ex-presidente do Banco Central e sócio-diretor da Tendências Consultoria Integrada, Gustavo Loyola.
“A mudança regulatória pode encarecer o crédito. Precisamos ter em mente a relação custo/benefício. A regulação tem custo e ela só deve ser implantada se o benefício superar o custo”, afirmou.
Loyola falou durante evento da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento) e da Serasa sobre os desafios do crédito.
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Desafios do crédito
Na ocasião, o ex-presidente do Banco Central afirmou que as perspectivas para o crédito no Brasil são positivas já no médio prazo, assim que passarem os efeitos da crise. “O importante é que seja internalizado que existem ciclos econômicos que se alteram”, destacou.
Ele ainda disse que é importante ressaltar que o sistema financeiro é sólido e tem plena condição de ofertar crédito. Fazendo analogia a um carro, ele afirmou que o Brasil passou por uma falta de gasolina e os EUA fundiram o motor. “Há desconforto, mas a retomada é muito mais fácil para nós. Isso não quer dizer que o Brasil está imune à crise”.
Um desafio apontado por ele no mercado de crédito são os spreads altos. “A inadimplência está alta, então existe esse fator que puxa o spread para cima. Nós acreditamos que no primeiro semestre o spread vai ficar alto por causa da inadimplência. Mas podemos observar no segundo semestre uma mudança, porque as condições da economia real vão melhorar”.
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Loyola defendeu um avanço nas questões estruturais do crédito no Brasil, como a criação do cadastro positivo, o qual, segundo ele, “é difícil entender porque ainda não foi aprovado”, diante da obviedade da necessidade de seu uso.
O ex-presidente do BC ainda afirmou que o mercado de capitais deve continuar a ser estimulado e que é preciso criar mecanismos que deem liquidez aos ativos de crédito.