Motos: para Abraciclo, medidas que envolvem segmento são positivas

Para o presidente da Abraciclo, medidas que visam melhorar a educação no trânsito e diminuir o número de acidentes são válidas

Publicidade

SÃO PAULO – As regras para se conduzir motocicletas estão sofrendo mudanças e as alterações têm agradado os representantes do segmento. Para o presidente da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), Jaime Teruo Matsui, são válidas todas as alterações que têm o objetivo de melhorar a educação no trânsito, diminuir o número de acidentes e não onerar os motociclistas.

Dentre as últimas mudanças, estão a restrição da circulação de motos na Avenida 23 de Maio, na capital paulista, a obrigatoriedade de os motofretistas fazerem um curso de 30 horas/aula sobre segurança, ética e legislação e a prorrogação do prazo para que os motociclistas instalem, obrigatoriamente, sistema antifurto nas motos.

Restrições
No último mês, a Prefeitura de São Paulo iniciou processo de adaptação para restringir as motocicletas de circular na Avenida 23 de Maio. A justificativa do órgão municipal é diminuir o número de acidentes envolvendo motos na via.

Matsuo concorda com a medida. “A associação apoia toda e qualquer ação que venha a contribuir para a maior segurança do motociclista, a convivência pacífica no trânsito e a consequente redução do número de acidentes”, reforçou, por meio de nota.

Contudo, o presidente da Abraciclo lembra que, se tais medidas não forem aliadas a um processo de educação, não são válidas. “Apenas proibições, sem outras ações de educação e esclarecimento, não serão suficientes para a conquista de maior segurança no trânsito”.

Curso obrigatório
O curso obrigatório gratuito que os profissionais que utilizam motos como ferramenta de trabalho devem fazer é considerado uma vitória pela associação. “Nós apoiamos toda e qualquer ação que vise o treinamento e especialização do motofretista”, afirmou Matsuo.

Continua depois da publicidade

A obrigatoriedade foi instituída no último mês pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito), por meio de resolução publicada no Diário Oficial da União.

O curso será ministrado por profissionais habilitados em cursos de instrutores de trânsito ou por profissionais que tenham formação técnica ou superior relacionada às disciplinas que deverão constar na grade do curso.

Ao todo, o curso terá 30 horas-aula de duração e só poderão frequentá-lo os motociclistas que tenham completado 21 anos de idade e estejam habilitados na categoria “A” há pelo menos dois anos.

Continua depois da publicidade

Além disso, os condutores não podem estar cumprindo suspensão do direito de dirigir nem podem estar com a carteira de habilitação em situação irregular.

Sistema antifurto
Outra medida comemorada pelo setor é a prorrogação do prazo para a instalação de sistema antifurto nas motos. “O dispositivo atual, projetado para carros e veículos pesados, não pode ser utilizado nas motocicletas por limitações técnicas claras”, afirmou o presidente da Abraciclo.

Além disso, o segmento temia que a instalação do sistema elevasse o valor final das motos, o que impediria o aumento das vendas. “Caso os dispositivos atuais fossem implantados nas motos, haveria uma elevação muito gritante do preço final, já que as motocicletas são um produto de menor valor agregado”, completou.