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SÃO PAULO – A Comissão Especial sobre Bebidas Alcoólicas, da Câmara, realizou audiência pública na terça-feira (28) para discutir a relação entre o consumo de álcool e os acidentes de trânsito.
Para o diretor do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), Orlando Moreira da Silva, que esteve presente na audiência, o condutor é o principal responsável pelos acidentes. Ele ainda citou uma pesquisa da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), que aponta que 66% dos acidentes são causados pelo motorista. As principais causas são excesso de velocidade, ultrapassagem em local proibido e embriaguez.
“É no condutor que devemos concentrar nossas ações”, afirmou Silva, segundo a Agência Câmara.
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Mais rigidez da lei
Para a major médica do Grupamento de Atendimento de Emergência Pré-Hospitalar do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, Vilany Mendes Felix, há pouco rigor na aplicação da Lei Seca.
“Se não fiscalizar, não adianta, porque a população vai beber”, disse Vilany durante a audiência.
Segundo ela, o índice de vítimas acidentes de trânsito no Distrito Federal caiu quando a lei entrou em vigor, mas os números estão voltando a subir.
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Vilany ainda criticou a comercialização de bebidas alcoólicas em postos de combustível. “É como se o Corpo de Bombeiros vendesse fogos de artifício e balões”, comparou.
Propagandas
Já o deputado Mandetta (DEM-MS) propôs durante o debate que as emissoras de rádio e TV sejam obrigadas a veicular uma mensagem governamental sobre os malefícios do álcool pelo mesmo tempo que são exibidas as propagandas de bebidas alcoólicas, ou seja, cada minuto de publicidade corresponderia a um minuto de mensagem oficial.
Segundo Mandetta, essa é uma forma de enfrentar o poder econômico da indústria de bebidas. “Seria como um direito de resposta”.