Mortes no trânsito diminuíram 5,8% após vigorar CTB

Segundo pesquisa da FGV, cerca de 26,3 mil pessoas deixaram de morrer desde 1998, quando o código entrou em vigor, até 2004

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SÃO PAULO – Cerca de 26,3 mil pessoas deixaram de morrer após as modificações feitas no código brasileiro de trânsito em 1998. Isso significa uma redução de 5,8% nas mortes causadas pelos acidentes de trânsitos entre 1998 e 2004.

De acordo com dados da pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas), divulgados pela Agência Brasil, a diminuição do número de acidentes gerou uma economia de R$ 71 bilhões, relativo a perdas na produção, cuidados na área de saúde, remoção e traslado, atividades que seriam feitas nos acidentes.

Custos

O levantamento, intitulado “O Estado da Juventude: drogas, prisões e acidentes”, mostra ainda que, nos acidentes de trânsito em que ninguém se fere, são gastos cerca de R$ 1 mil para cada pessoa. Já em casos em que há feridos, o custo sobe para R$ 36,3 mil, e, em casos de morte, para R$ 270,1 mil.

Porém, o número de acidentes e mortes que ocorrem no País continuam altos. Por ano, acontecem em média 750 mil acidentes com a morte de 28 mil pessoas.

A pesquisa também comprovou que os homens estão mais vulneráveis aos acidentes, devido ao fato de serem menos sensíveis à rigidez das leis de trânsito do que as mulheres.

Imprudência é a principal causa de acidentes

Um outro relatório, divulgado pela Polícia Rodoviária Federal, revela que, entre janeiro e setembro de 2007, 54,8% dos acidentes ocorridos nas rodovias foram causados pela imprudência do motorista. A maioria dos acidentes aconteceu durante o dia, com o tempo bom.

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No período analisado, foram registrados 92.671 acidentes, com 5.157 mortos e 59.096 feridos.

O relatório aponta também que, enquanto a desobediência a sinalização, ingestão de álcool e falta de atenção são responsáveis por quase 55% dos acidentes, os defeitos nas estradas respondem por 1,94% das ocorrências, defeitos no veículo, por 4,2%, e animais na pista, por 3,4%.