Moradores de edifícios podem economizar até 80% com energia solar

Moradores economizarão entre 40% e 80% nos gastos de energia elétrica ou gás para o aquecimento da água

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SÃO PAULO – Com a sanção da lei municipal que determina que todas as novas edificações na capital paulista utilizem energia solar, muitas pessoas já se questionam sobre quanto pesará no bolso instalar os captadores de energia, seja em casas ou prédios, residenciais ou não.

De acordo com um estudo realizado pela Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), apesar da inclusão dos captadores em um prédio de 20 andares, com 320 moradores, custar em média R$ 95 mil, essa instalação reduziria o consumo de energia elétrica ou gás para o aquecimento de água entre 40% e 80%, gerando redução anual de gastos do condomínio em R$ 32 mil. Com isso, o valor do investimento se pagaria em 3 anos.

Economia em casa

O estudo revela ainda que, no tempo de vida útil do sistema – que é de 20 anos – o aquecimento solar geraria uma economia ao edifício de R$ 1,170 milhão. Com isso, o morador teria preços de condomínio mais baixos e contas de luz de valor reduzido.

Segundo o diretor executivo do Departamento Nacional de Aquecimento Global (Dasol), Carlos Faria, o aquecimento solar é o único eletrodoméstico que se paga com as economias que gera no consumo de energia elétrica.

Para ser ter uma idéia, os custos da inclusão desses captadores em um prédio, por exemplo, aumentariam o preço da obra em 0,5% e 1%. No entanto, esse sistema se paga com o edifício ainda na planta, pois ele gera uma redução nos gastos de instalação de um sistema similar elétrico ou a gás.

Benefícios ao planeta

Considerando as projeções do DASOL e tendo como base somente as edificações residenciais, até o ano de 2.015, São Paulo contará com mais de 580 mil m2 de coletores solares.

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Isso representa uma redução de 35 mil toneladas na emissão de CO2 e economia de R$ 820 milhões – equivalente à construção de uma Usina de Energia com potencial de 200 mil KW (200MW) -, evitando o alagamento de 32 milhões de metros quadrados de terras férteis para a construção da respectiva usina.