Morador de rua troca esmola por aulas de programação e cria app de carona

Leo Grand escolheu receber aulas de programação a ganhar uma esmola de US$ 100 em dinheiro

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SÃO PAULO – Quatro meses atrás, o morador de rua nova-iorquino Leo Grand não sabia nada sobre programação, nem se quer usar um computador. Mesmo assim, o homem, que dormia na rua desde 2011, escolheu receber aulas de programação a ganhar uma esmola de US$ 100 em dinheiro. O resultado? Após 16 semanas de aulas diárias, Grand lançou seu primeiro aplicativo, o Trees for Cars, já disponível para download por US$ 0,99 no iTunes Store, para sistema iOS, e no Google Play, para Android.

Tudo começou em 22 de agosto, quando o programador de 23 anos, Patrick McConlogue, abordou Grand na rua para fazer a proposta. Ao aceitá-la, o mendigo ganhou um notebook com 3G, bateria solar e acesso ao Codeacademy, plataforma que ensina programação grátis.

McConlogue dava aulas diárias de programação ao morador de rua em lugares ao ar livre – onde Grand normalmente passava o resto do dia. Em dias nublados ou muito frios, no entanto, um porteiro de um apartamento de luxo ao redor o deixava carregar seu computador em uma das tomadas do edifício.

A perseverança de Grand, com a ajuda de McConlogue, logo deu frutos e o morador de rua criou um aplicativo que permite às pessoas encontrarem caronas próximas de onde estão. Além disso, a tecnologia calcula quanto CO2 (gás carbônico) o usuário deixou de emitir ao optar por não usar o próprio carro, um estímulo para as pessoas pensarem mais no meio ambiente. “Trees of Cars é uma ótima maneira de construir relacionamentos, fortalecer amizades e ajudar uns aos outros financeiramente, além de salvar o meio ambiente”, disse Grand sobre o aplicativo para o International Business Times. Segundo o site, todo o dinheiro arrecadado será destinado a Grand, que afirmou usá-lo para continuar e expandir o projeto aos outros moradores de rua.

Durante o processo, o sem-teto chegou a ganhar um perfil no Facebook para fãs acompanharem seu progresso. Chamada “Journeyman”, a página foi curtida por mais de 51 mil pessoas em todo o mundo.