Mobile Banking: seu banco na palma da mão!

A nova tecnologia não vai substituir o Internet Banking, mas sim ser uma alternativa, caso uma transação deva ser feita e o usuário esteja longe de seu PC

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SÃO PAULO – Com o sucesso do Internet Banking, que facilitou a vida de milhões de brasileiros adeptos à rede mundial de computadores, os bancos começam agora a investir na chamada terceira onda de automação bancária, a era do Mobile Banking.

A intenção da nova tecnologia não é substituir o Internet Banking, mas sim servir de alternativa, caso uma transação urgente deva ser feita e o usuário esteja longe de seu computador.

As perspectivas para o mercado foram apresentadas no evento “Mobile Banking: A Revolução do Modelo de Negócio”, promovido pela revista Cliente S.A. na quinta-feira, 20 de julho.

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Mercado móvel chama a atenção

Com uma média de um celular para cada dois habitantes, ultrapassando os 90 milhões de aparelhos de acordo com dados da Anatel, o mercado de telefones móveis no País apresentou um crescimento de 65% em 2005.

Esses números chamaram a atenção das instituições financeiras e das operadoras de celular.

De acordo com Raul Francisco Moreira, gerente executivo de Mobile Banking do Banco do Brasil, a expansão da base de usuários de telefone celular e a penetração dos aparelhos móveis nas camadas de menor renda foram os principais motivos do investimento na nova tecnologia. “Além disso, os avanços tecnológicos móveis, que passaram a atender aos requisitos de segurança e performance, e a busca por novos canais de auto-serviço também foram pontos positivos”, afirma Moreira.

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Acesso a todas as horas

A conveniência da mobilidade é o que mais chama a atenção. Na correria no dia-a-dia, com a necessidade de estar sempre indo de um lado para o outro, o acesso a um computador é restrito em algumas situações.

O objetivo do serviço via celular é suprir essa desvantagem do computador de mesa e permitir que o correntista realize transações bancárias, pagamentos e agendamentos pelo telefone móvel, de onde ele estiver.

No mercado

O Banco do Brasil lançou o serviço a cerca de dois anos e já conta com 240 mil usuários e mais de 1,4 milhões de transações por mês. “Números ainda pequenos, mas que já indicam o sucesso da tecnologia”, comemora Moreira.

De acordo com o executivo, as principais transações efetuadas pelos usuários do banco pelo celular são consultas de saldo (35,26%) e extratos (34,75%), mas foi a recarga de celulares pré-pagos (23,45%), que chamou a atenção. Segundo Moreira, a população de menor renda, que hoje possui um aparelho celular, tinha um acesso limitado à internet. “A idéia é focar nesse consumidor”, revela.

Com um foco em outra camada, a classe A executiva da população, o BankBoston lançou o serviço para atender seus clientes Vips, que vivem fora de casa e têm uma agenda complexa.

Com pacotes para pessoas jurídica e física, a instituição aposta na idéia de que o Mobile Banking é a solução para agregar a tendência do mercado com as necessidades dos clientes.

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De acordo com Ricarto Perretti, gerente de produtos sênior de soluções eletrônicas do BankBoston, a tecnologia veio para “disponibilizar o que o cliente necessita, quando e onde ele quiser e da forma mais conveniente”.