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SÃO PAULO – O mobile banking já é uma realidade no Brasil. Para facilitar a vida das pessoas, que cada vez têm menos tempo e que passam grande parte do dia em movimento, a tecnologia chegou para suprir algumas lacunas na vida do cidadão.
Bombardeado de notícias sobre fraudes na internet, clonagem de celular, captura de senhas, como o consumidor deve confiar em mais esta novidade tecnológica?
No evento “Mobile Banking: A Revolução do Modelo de Negócio”, organizado pela revista Cliente S.A. na quinta-feira, 20 de julho, alguns especialistas trataram do assunto, em busca de soluções que esclareçam bancos, operadoras e usuários sobre o tema.
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Educação é a palavra chave
De acordo com Eduardo Thuler, gerente de tecnologia da Open Comunications Security, é necessário desconfiar sempre e educar-se a não deixar senhas registradas nos telefones e proteger o acesso do celular por meio de um pin number.
Para Paulo Perez, gerente de tecnologia em segurança da Lucent Technologies, a mobilidade traz mais risco é muito mais fácil o roubo de celulares, palms, notebooks e, conseqüentemente, de todos os dados, muitos deles confidenciais, que estiverem gravados nestes aparelhos.
Internet Banking x Mobile Banking
O Mobile Banking não chegou para substituir o Internet Banking, mas para servir de alternativa ao correntista que está longe de um computador na hora de uma transação importante.
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Segundo Fernando Nery, da Modulo Security, apesar de alguns problemas como o baixo conhecimento de segurança e com relação a ataques, e da capacidade de tecnologia que ainda está em fase de crescimento, o celular apresenta algumas vantagens de segurança sobre a Internet:
- Regulamentação da Anatel;
- Autenticação por aparelho, número e posição geográfica;
- Cadastro de usuário.
De acordo com Nery, a viabilidade do serviço depende, principalmente, da redução do risco operacional. No entanto, o Brasil tem vantagens importantes por conta da inovação e do pioneirismo históricos, como as eleições eletrônicas e o sistema de pagamento brasileiro, considerado modelo em muitas partes do mundo.
O caminho para o sucesso
Apesar das adversidades, que segundo Paulo Perez estão presentes em todos os meios de comunicação móvel, é possível viabilizar o M-Banking.
Para ele, a segurança deve ser tratada em todas as camadas, desde o dispositivo às aplicações, passando pelo consumidor. “O usuário também é parte da solução e deve ser considerado”, afirma.
Além disso, protocolos adicionais de criptografia devem ser utilizados sempre e deve haver um processo, com atualização e revisão freqüentes, de acordo com as novas demandas de segurança.
Para Perez, “a segurança deve tornar viável o mobile banking e não impedi-lo”.