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SÃO PAULO – Construir um robô inteligente, capaz de pensar por si próprio, fazendo considerações, formando linhas de raciocínio e tomando decisões, que consiga se comunicar e interagir com seres humanos sem a necessidade de ser controlado. Essa é uma das principais ambições dos cientistas engajados na robótica.
Existem diversas pesquisas em todo o mundo nesse sentido, cada uma explorando uma característica da inteligência humana e tentando aplicá-la aos andróides. No MIT (Massachusetts Institute of Technology), a área escolhida por Deb Roy, um pesquisador do Instituto, foi a lingüística.
Observação, manipulação e memória
Enquanto a maioria dos robôs dotados da capacidade de falar atualmente comunica-se com base em conjuntos de palavras e regras gramaticais, o Ripley, um dos experimentos do MIT, o faz de um jeito diferente.
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Assim como as crianças, o robô de Roy aprende a falar através da observação e manipulação de objetos. O seu ambiente de aprendizado é limitado – uma bancada -, assim a quantidade de palavras que conhece também é.
Porém, seu cérebro artificial faz com que isso seja suficiente para fazer a ligação entre as palavras e os objetos, ações e descrições, com a ajuda de sua memória. Ele guarda uma imagem de cada objeto manuseado, e depois consegue se lembrar da sua cor, peso e consistência.
Teoria das outras mentes
O maior desafio, no entanto, tem sido desenvolver no Ripley as capacidades chamadas rudimentarmente pelos cientistas de ‘Teoria das outras mentes’, que consiste em entender o que a linguagem corporal do interlocutor quer representar.
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Apesar das dificuldades de tentar aplicar esse tipo de compreensão à robótica, o experimento já mostra resultados: em uma demonstração, quando o pesquisador lhe pediu “um objeto à minha direita”, o robô inverteu a imagem da bancada no seu cérebro, para entender o lado especificado, e entregou o certo.