Ministro acredita que tarifas telefônicas possam sofrer reajuste abaixo de 8,7%

Reajuste extra das contas de telefone poderá ser parcelado em duas vezes iguais de 4,35%, em setembro e novembro

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SÃO PAULO – O ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, está otimista com as negociações de um percentual menor de reajuste para as tarifas telefônicas. Essa foi a postura após a reunião entre a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e as concessionárias de telefonia fixa realizada no dia 19 de julho, para discutir a possibilidade de reduzir ainda mais o reajuste extra de 8,7%.

Índice da negociação não deve ultrapassar 8,7%

O ministro informou que, a menos que a Anatel consiga uma nova negociação mais importante do que a já efetuada, e que esses valores sejam menores e os prazos maiores, dentro do que está negociado, este será o máximo que o consumidor vai pagar no Brasil.

De acordo com Oliveira, o que se espera é que o reajuste não ultrapasse o índice da negociação, ao menos que o consumidor seja beneficiado com melhores serviços. Dessa forma, o índice máximo de 8,7% pode ficar em 8,2% ou 8,3%.

Reajuste já sofreu redução

O reajuste autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) era de cerca de 11%, com base no Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), e não foi cobrado pelas empresas no ano passado. Entretanto, as concessionárias aceitaram a proposta do ministro Eunício Oliveira, de não ultrapassar o teto de 8,7% e parcelar o aumento em duas vezes.

O reajuste extra das contas de telefone deste ano poderá ser parcelado em duas vezes iguais de 4,35%, com vencimento em 1º de setembro e em 1º de novembro.