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SÃO PAULO – Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) ao Instituto Sensus levantou considerações importantes no que se refere à percepção das pessoas em relação à inflação e ao desemprego no país.
Os dados apresentados na 64ª rodada da pesquisa foram colhidos entre os dias 20 e 22 de agosto, em 195 municípios distribuídos em 24 Estados brasileiros. O número de pessoas entrevistadas nesta pesquisa da CNT atingiu um total de 2.000.
Maioria paga à vista
No que se refere à compra de bens e serviços um dado realmente surpreendeu num momento em que o nível de endividamento dos consumidores é relativamente alto: pouco mais da metade dos entrevistados compra apenas o que se pode pagar à vista, contingente que respondeu por 50,9% dos entrevistados em agosto.
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De acordo com a pesquisa, uma outra parcela correspondente a 26,9% dos entrevistados afirmou fazer compras pelo crediário mesmo quando os juros são altos, enquanto outros 18,1% dos entrevistados afirmaram que compram pelo crediário, mas quando os juros não são tão altos. O restante dos entrevistados (4,2%) não soube ou não quis responder.
Preços subiram
Analisando ainda a percepção da inflação, em relação aos preços em 2003 cresceu o percentual de consumidores que acredita que os preços subiram e vão continuar a subir neste ano, passando de 40,9% em julho para 46,0% em agosto.
Entre aqueles que disseram que os preços subiram mas vão subir menos neste ano o percentual caiu de 30,2% em julho para 26,6% em agosto. Da mesma forma, o número de pessoas que disse que os preços subiram, mas que vão parar de subir, recuou na análise mensal passando de 19,4% em julho para 17,3% em agosto.
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Finalmente, aumentou o número de pessoas que acreditam que os preços não subiram ao passo que o percentual subiu de 1,8% em julho para 2,5% em agosto. Já entre os que acreditam que os preços abaixaram no ano o percentual passou de 2,9% em julho para 4,4% em agosto de 2003. O percentual entre os que não sabem ou não responderam recuou de 5,0% em julho para 1,3% em agosto.
Governo FHC seria o culpado pelo desemprego
A pesquisa da CNT levou em consideração ainda questões relacionadas ao desemprego, mais precisamente sobre qual a percepção do brasileiro quanto ao “culpado” pela situação de falta de emprego.
Ao serem questionados sobre quem seria o responsável pelos altos índices de desemprego no país caiu o número de pessoas que acredita que o governo Fernando Henrique Cardoso foi o grande responsável, passando de 41,4% em julho para 40,3% em agosto. O percentual que acredita que a inflação é a principal vilã do desemprego permaneceu praticamente estável, passando de 19,9% em julho para 20% em agosto.
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Há ainda, de acordo com a pesquisa, um maior número de entrevistados que culpam a atual gestão do presidente Lula pelo desemprego no país, já que o percentual subiu de 6,1% em julho para 9,2% em agosto. Entre os que culpam as empresas o percentual passou de 5,6% em julho para 7,2% em agosto; e entre os que acham que a responsabilidade é dos bancos o percentual subiu de 1,8% para 3,5%, de julho para agosto.
Segundo o estudo divulgado, no mês de julho era maior o percentual de pessoas que acreditavam que o problema do desemprego poderia ser atribuído a todos (governo FHC, governo Lula, inflação, empresas e bancos): 16,3% dos entrevistados. No mês de agosto, este percentual foi reduzido para 11,8%. Por fim, passou de 9,1% para 8,2% o percentual de entrevistados que não soube ou não quis responder.