Mesmo com desoneração, preços de hospedagens não devem cair

Abih afirma que, apesar das solicitações de desoneração do setor, consumidor não deve se beneficiar num primeiro momento

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SÃO PAULO – A série de medidas de desoneração do setor hoteleiro, solicitada pelo Ministério do Turismo e a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) ao Ministério da Fazenda, não deve trazer preços mais convidativos aos turistas. A afirmação é do presidente da Abih, Eraldo Alves da Cruz.

“Pode até ser que, se conseguirmos os benefícios solicitados, alguns hotéis, em algumas regiões, diminuam um pouco o valor das hospedagens, mas eu acho difícil, já que trabalhamos no limite, principalmente após a queda do dólar”, explicou o presidente.

Solicitações

Em reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o setor hoteleiro solicitou, entre outras coisas, a redução de impostos e a flexibilização na concessão de vistos para os turistas estrangeiros, principalmente americanos.

“Além disso solicitamos redução do PIS/Cofins, a utilização do conceito de depreciação acelerada na contabilidade dos lucros, que permitiria uma redução no Imposto de Renda, redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e extensão da lei para que alguns hotéis que trabalham com exportação se encaixem nos benefícios concedidos às empresas exportadoras”, explicou Cruz.

O presidente da Abih afirmou, ainda, que as medidas solicitadas são compensatórias. “Queremos reduzir o prejuízo que temos tido desde que o dólar começou a cair, e conseqüentemente, os estrangeiros deixaram de vir para o Brasil. A intenção, no momento, não é reduzir tarifas e preços de hospedagem, talvez isso aconteça mais para frente”.

Aumento nos preços

A São Paulo Turismo, órgão de promoção turística e de eventos da cidade, revelou que o valor médio das diárias dos hotéis subiu 15% entre junho de 2006 e o sexto mês deste ano, passando de R$ 128,80 para R$ 148,28.

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No entanto, apesar do aumento, a média de ocupação dos hotéis paulistanos também cresceu (5,1 pontos percentuais), passando de 62,47% para 67,57% no período analisado.

O melhor desempenho em relação à taxa de ocupação foi verificado nos estabelecimentos de categoria econômica, com 73,58%. Já os hotéis superiores registraram 67,96% e os de luxo, 61,39%.