Mercado paulista de carros usados começa bem o ano de 2006

As vendas de janeiro superaram em 5,87% as de dezembro; em relação a janeiro de 2005, o crescimento foi de 41,44%

Publicidade

SÃO PAULO – O mercado paulista de veículos usados começou bem o ano: registrou 5,87% de expansão das vendas em janeiro, diante dos resultados do mês anterior, com 77.496 automóveis comercializados em todo o estado.

As informações fazem parte do relatório mensal da Assovesp (Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo), divulgado nesta terça-feira (07). Ainda segundo o documento, os números de janeiro superaram em 41,44% as negociações do mesmo mês de 2005.

Preferências do consumidor

Mantendo a tradição do mercado de usados, no primeiro mês do ano, a maior parte das vendas correspondia a automóveis equipados com motor 1.0, que ficaram com 63% do total das comercializações.

No entanto, o montante de carros com motor 1.0 comercializados no mês passado é 4,03% menor do que o verificado em dezembro. Se compararmos ao volume registrado em janeiro de 2005, o total é 13,52% superior.

A pesquisa mostra ainda que a recorrência de financiamentos para aquisição de veículos registrou alta de cinco pontos percentuais no primeiro mês do ano, representando 67% do total de negócios de compra de automóveis. Em relação ao prazo médio dos empréstimos, houve queda de um mês: de 36 para 35 meses.

Outras categorias

De acordo com a Assovesp, os negócios com motos subiram 11,79% em janeiro, em relação ao mês anterior, com 13.062 unidades vendidas em todo o Estado de São Paulo. O aquecimento já era esperado em função das férias de verão. Quando se compara o resultado com o mesmo período de 2005, a expansão no volume comercializado é de 25,57%.

Continua depois da publicidade

Já o mercado de caminhões apresentou elevação menos intensa: as 6.084 comercializações do mês foram 3% maiores que as de dezembro e 31,31% mais baixas que as do ano passado.

Segundo a Associação, as variações negativas são especialmente perigosas, uma vez que o mercado de caminhões funciona como um termômetro da economia nacional, pois estes veículos transportam a maioria da produção do País.