Mercado de tablets no Brasil cresce 275% no segundo trimestre do ano

As expectativas são de que o número de unidades vendidas chegue a 2,6 milhões até o final do ano

Publicidade

SÃO PAULO – No Brasil, o mercado de tablets vem crescendo continuamente e já comercializou, somente no segundo trimestre de 2012, 606 mil aparelhos. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o número representa acréscimo de 275%, revelou a IDC Brasil.

De acordo com os dados, neste ano, o País ocupava a 11ª posição no ranking mundial, no período analisado, enquanto, no ano passado, estava em 17ª. Em comparação aos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o mercado brasileiro de tablets ficou em 3º lugar, à frente apenas da Índia.

A empresa prevê que até o fim do ano o número de unidades vendidas chegue a 2,6 milhões e até 2013 sejam comercializados 5,4 milhões. Além do grande potencial dos outros dispositivos eletrônicos, como desktops e notebooks. Para o analista de mercado da IDC, Attila Belavary, a popularização dos tablets deve acontecer em paralelo ao mercado de computadores, e o tempo de uso destes deverá cair ao longo do tempo. “Cada produto é melhor para uma determinada função e o usuário dividirá o seu tempo de utilização entre todos eles”, afirma o analista, que lembra que os tablets são mais utilizados para tarefas voltadas ao consumo de conteúdo, como navegação na internet ou acesso a vídeos, livros e músicas.

Wi-Fi
Com o crescimento no consumo de tablets e a entrada da grande quantidade de dispositivos com preços inferiores a R$ 1 mil atraiu novos fabricantes, principalmente da China, que geraram inúmeros tipos de aparelhos. No entanto, o brasileiro, na hora da compra, prefere os tablets menores e sem conectividade 3G. “Em tablets mais baratos, o adicional do 3G é mais perceptível  ao consumidor que acaba optando pelo dispositivo apenas com Wi-Fi”, alega Belavary.