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SÃO PAULO – O mercado de consórcios teve em 2005, o melhor resultado ao longo de seus 40 anos de existência, vendendo quase 2 milhões de novas cotas. O aumento, em relação ao ano anterior (1,7 milhão), foi de 12%. Os bons números de 2005 devem-se, em boa parte, à entrada dos bancos no mercado.
O resultado é animador, ainda mais para um segmento cuja média de crescimento dos últimos anos não passou dos 10%, segundo a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac).
O número de participantes dos consórcios também saltou significativamente: de 3,19 milhões em dezembro de 2004 para 3,39 milhões em dezembro último, denotando um crescimento de cerca de 7%.
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Modelo parecido com a poupança
Um dos maiores motivos do crescente interesse dos brasileiros por esse tipo de aquisição é o fato do consórcio funcionar como uma espécie de poupança, pois o contribuinte o engorda com suas contribuições mensais.
O valor total pago periodicamente inclui a mensalidade e uma taxa de administração (variável de acordo com a empresa). Mesmo assim, a compra pelo consórcio se torna viável pelo fato da taxa ser diluída ao longo do plano, que vai de 60 até 180 meses, dependendo do bem escolhido.
Mesmo com o crescimento estando abaixo dos 20% estimados no início do ano, o resultado de 2005 mostra que o sistema veio para ficar e se tornou um grande concorrente dos financiamentos.
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Eletroeletrônicos foram o destaque
Os eletroeletrônicos foram o grande destaque do ano, apresentando um crescimento de 65% nas vendas de cotas. O total de participantes ativos do segmento também subiu: 53%, somando 318.149 pessoas.
Os eletrônicos diferenciados, como o televisor de plasma, ajudaram a puxar as vendas do setor, que vem se reativando após períodos de crescimento mais lento. Já o setor de imóveis encerrou 2005 com 38% de crescimento.
Líderes
Entre as empresas líderes nos consórcios, a Bradesco Consórcio fechou 2005 com 41% a mais de cotas ativas em sua carteira. No segmento de veículos leves, o banco é o líder. Já no segmento de imóveis, a Itaú Consórcios obteve o primeiro lugar, com 54% a mais de cotas de imóveis no ano passado.
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A líder no segmento de veículos pesados foi a Scania, que obteve crescimento de 26,8% em 2005. A Rodobens, outra gigante dos veículos pesados, estabeleceu uma parceria com o Citibank, o IBI e a SulAmerica e conseguiu faturar cerca de 38% a mais que em 2004.
A iniciante BB Consórcios, por sua vez, já figura como a terceira maior do País. A empresa já é líder no segmento de eletroeletrônicos e possui 202 mil cotas ativas. A Caixa Consórcios teve o maior crescimento do ano, de 100%. As cotas ativas, que passaram a 61.594, aumentaram cerca de 60% sobre 2004.