Mercado automotivo: Brasil pode romper acordo de importação com o México

Medida protecionista pode afetar cinco montadoras, além de encarecer os preços para os consumidores, afirma especialista

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SÃO PAULO – O Brasil pode romper o acordo de importação que mantém com o México desde 2002. De acordo com o economista especializado em varejo automotivo, Ayrton Fontes, a medida tem como objetivo proteger as indústrias brasileiras.

Segundo Fontes, caso seja confirmado pelo governo, o rompimento do acordo deve aumentar o preço dos veículos vindos do México. “Os veículos devem ser encarecidos em 35%, referente ao II (Imposto de Importação), além do acréscimo do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), aumentando o preço para os consumidores”, explica.

De acordo com o economista, atualmente o Brasil importa cerca de 100 mil unidades por ano do México, que por sua vez exporta 80% de sua produção para os Estados Unidos.

Montadoras afetadas
Com o término do acordo, cinco montadoras serão afetadas, sendo que a principal prejudicada deve ser a Nissan, com os modelos March, Tiida e Sentra. “Se houver o fim do acordo, o Nissan March, por exemplo, vendido por R$ 27.200, terá um reajuste muito grande de preço, se tornando inviável de trazer para o Brasil”, explica Fontes.

Além da japonesa, o Ford Fusion, o 500 da Fiat, a Captiva da GM e o Jeta da Volkswagen também devem ser prejudicados pelo fim do acordo.