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SÃO PAULO – A confiança do consumidor registrou alta de 4,1% entre maio e junho, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas), alcançando 106,4 pontos, o maior índice desde setembro do ano passado.
De acordo com o economista da entidade, Aloísio Campelo, as pessoas tem avaliado melhor o mercado de trabalho, assim como melhoraram a previsão para a inflação. “Essas análises influenciam na intenção de compra de bens duráveis”, explica.
Entre maio e junho, já é possível verificar um aumento na intenção de compra, já que a porcentagem dos consumidores que esperam comprar mais bens duráveis subiu de 13,6% para 14,5%, enquanto o índice daqueles que esperam compras menores caiu de 33,7% para 30,9%.
Situação da família e inadimplência
Houve melhora da avaliação dos consumidores em todos os indicadores, inclusive na situação atual financeira da família, que passou de 100,9 para 103,2 pontos.
“Essa recuperação vai no âmbito do orçamento doméstico e, se continuar melhorando, pode significar o fim do período de crescimento da inadimplência”, considera Campelo.
Melhora da confiança
O economista também lembra que, desde o fortalecimento da crise econômica, em setembro de 2008, a confiança do consumidor teve forte queda, atingindo o seu pico em dezembro, que, para ele, significou o “fundo do poço” para esse índice.
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“O consumidor adotou uma cautela com a crise e estava agindo de forma a inibir o crescimento econômico, por evitar compras. Mas agora tem um comportamento neutro e, se continuar assim, em alguns meses, poderemos dizer que o consumidor estará otimista”, afirma.
Classes de renda
Já considerando as faixas de renda, a que apresentou a maior alta na confiança, de 6,7%, foi aquela com salário acima de R$ 9.600. Segundo Campelo, isso ocorreu devido à percepção mais rápida que essas pessoas possuem sobre o que acontece na economia.
“A classe alta caiu mais fortemente nos primeiros meses, o que decorre da queda de ativos financeiros e da bolsa de valores. Essas pessoas são as que possuem mais investimentos, além de trabalharem em áreas de alta capacitação, como empresas de exportação, que foram fortemente atingidas pela crise. Já a baixa renda demorou mais para sentir a crise”, lembra.
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Segundo Campelo, esse comportamento também se repete agora, com a melhora da confiança. “O consumidor de alta renda, por ser mais informado, sentiu mais rápido uma melhora na economia”.
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