Competição elege o melhor Negroni do Brasil e da América Latina — veja os campeões

O campeonato revelou talentos de diferentes regiões do país, além de representantes da Argentina, Uruguai, Colômbia, México e Peru

Camila Lutfi

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A edição inédita do Campari Bartender Competition 2025 no Brasil elegeu o melhor Negroni da América Latina e também do país. O evento aconteceu nesta semana, no Bar Seen, um dos rooftops mais icônicos de São Paulo.

O campeonato que celebra a coquetelaria revelou talentos de diferentes regiões do país, além de representantes da Argentina, Uruguai, Colômbia, México e Peru.

O Negroni foi o fio condutor da competição, que premiou o mexicano Jorge Eduardo Urbano.

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Esse drink clássico leva apenas três ingredientes: gim, amaro — licor italiano amargo, conhecido por marcas famosas como Campari — e vermute tinto — que é feito com vinho fortificado e outra bebida de maior teor alcoólico e aromatizado.

Melhor Negroni do Brasil

Com uma mistura de ousadia, sensibilidade e identidade, o curitibano Alieksey Machinsky conquistou o título da CBC 2025 no Brasil.

Proprietário do Mykola Lab Bar, em Curitiba (PR), ele encontrou na coquetelaria a forma ideal de se conectar com o público.

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O Negroni premiado foi o Cobogó, um Sbagliato — quando a receita troca o gim por um espumante — feito de forma mais “abrasileirada” possível: ao invés do espumante, Machinsky usa Guaraná.

O copo é hexagonal, que remete ao modernismo arquitetônico brasileiro, movimento artístico que tem no Cobogó um de seus ícones. Ainda, a presença da jurubeba nordestina homenageia a origem do Cobogó, que foi utilizado pela primeira vez na caixa d’água de Olinda em 1935.

Além do Campari, o brasileiro ainda usou uma cachaça na amburana, por suas notas de confeitaria, infusionada em pimenta Cumari Guaraci no objetivo de trazer luz e calor para o copo, “finalizando a metáfora do Cobogó”.

O gelo é comum e, por fim, o garnish — ou seja, o enfeite do drink — é uma versão vegana da tradicional “sacanagem”, aperitivo de festa comum nos anos 90 que consistia em espetinho de petiscos. Nesse caso, foi utilizada goiabada, pequi em conserva e um confit de physalis.

Melhor Negroni da América Latina

Inspirado pela música e movido pela criatividade, o mexicano Jorge Eduardo Urbano conquistou o título de melhor Negroni da América Latina.

O homenageado é o Popurrí Negroni, uma criação inspirada no Huapango de Moncayo, obra-prima da música sinfônica do México.

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Seu coquetel combinou intensidade, ritmo e técnica, encantando o júri internacional e consagrando Jorge como o primeiro campeão latino-americano da CBC 2025.

Além do Campari, Urbano utilizou a composição entre Mezcal Montelobos destilado em barro com infusão de cascas de cacau e Vermute Cinzano Rosso com fermentação láctica de Huitlacoche e mel de abacate.