Meirelles defende o cadastro positivo e condena a não-prorrogação da CPMF

Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, o presidente do BC também criticou os juros do cheque especial

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SÃO PAULO – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu, nesta terça-feira (30), durante audiência pública na Câmara dos Deputados, a portabilidade do cadastro positivo. Essa medida possibilitaria aos clientes a transferência do histórico bancário para conseguir ganhar benefícios em outras instituições.

Na opinião do economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Marcel Domingos Solimeo, o cadastro positivo já existe em todos os países desenvolvidos, sendo que dados do Banco Mundial mostram que a criação do mecanismo implica maior oferta de crédito e redução real dos juros.

CPMF

Outro assunto tratado foi o imbróglio envolvendo a aprovação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Meirelles afirmou que os juros no país podem subir, no longo prazo, caso o Senado não aprove a prorrogação do tributo.

“Esse cenário de não-continuação da CPMF provocaria queda no superávit primário e aumento da dívida pública, fazendo com que os juros fossem aumentados para manter o equilíbrio fiscal”, argumentou.

Ainda na audiência pública, o presidente do BC criticou o cheque especial, dizendo que ele é muito caro. “O consumidor deve ser orientado a só usar em último caso”, recomendou Meirelles, que reconhece que os juros cobrados pelos bancos brasileiros são altos, apesar da queda nos últimos anos.

Presidente do BC otimista

O presidente do BC ainda expôs sua confiança no crescimento robusto da economia brasileira em 2008, sustentado pelo incremento da renda, do crédito e da massa salarial.

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Ainda segundo ele, a política de acumulação de reservas internacionais, superiores aos US$ 160 bilhões, foi a responsável pela manutenção do bom ambiente econômico durante o período de turbulência do mercado, causado pelo setor imobiliário norte-americano.