Mais gastos: padrão de plugues e tomadas começa a vigorar nesta quarta-feira

Importadores e fabricantes não poderão comercializar produtos com dois pinos; consumidor pode gastar até R$ 650 com nova lei

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SÃO PAULO – Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a partir desta quarta-feira (01), fabricantes e importadores não poderão mais comercializar tomadas e plugues de dois pinos desmontáveis que não estejam de acordo com a norma 14.136, do plugue e tomada padrão.

Esta medida, que segue a lei 11.337, faz parte do processo de implantação paulatina do padrão brasileiro de plugues e tomadas que visa dar maior segurança às instalações elétricas e às pessoas.

Gastos do consumidor

A nova lei poderá gerar um custo de até R$ 650 para o cidadão. Isto porque, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos (Eletros), além de comprar as novas tomadas e plugues, agora com três pinos, os cidadãos deverão fazer a instalação elétrica compatível com a utilização de um condutor-terra de proteção.

De acordo com o eletricista José Ricardo Pereira, a mão-de-obra para apenas colocar o fio da terra – haste de 2,40 metros – até a caixa de entrada de eletricidade da casa custa, em média, R$ 120. Caso este fio seja conectado a cada tomada da residência, no entanto, este preço sobe para uma média de R$ 350 a R$ 400, com base em estimativa de 10 tomadas na residência.

A conta do eletricista não leva em consideração possíveis dificuldades, como não haver estrutura suficiente para passar os fios, o que significaria mais gastos. Além disso, ele não coloca nos preços os valores gastos com material de construção (fios e a haste), o que custaria de R$ 100 a R$ 150.

Além destes valores, ainda existe o decorrente da compra das tomadas. Segundo o presidente do Conselho da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Hiroshi Shimuta, o preço das tomadas e plugues varia de R$ 5 a R$ 10. “Em um apartamento pequeno, por exemplo, a pessoa pode gastar cerca de R$ 50 com este material”, disse.

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Após instalação, economia!

Segundo o diretor de Qualidade do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), Alfredo Lobo, as modificações, no entanto, reduzirão a perda de energia em razão da conexão deficiente, o que poderá diminuir a conta de luz dos cidadãos.

Dentre os objetivos da nova lei, estão regularizar o mercado brasileiro, diminuir perdas de energia e aumentar a segurança do consumidor e das instalações, o que “precisava ser feito”, de acordo com Shimuta. Em alguns casos, o cidadão pode levar choques ao manipular os plugues atuais e, devido às diferentes tensões e correntes, provocar danos a instalações elétricas, o que resulta em aquecimento elétrico e perdas de energia.

Fabricantes de eletroeletrônicos, no entanto, acreditam que a lei pode ter efeito contrário ao pretendido na fase de implementação e levar os consumidores a improvisarem formas de adaptar os plugues dos aparelhos às tomadas existentes, o que pode ser perigoso.